Por causa da ameaça da gripe aviária, a Secretaria Estadual da Agricultura (Seag) proibiu a realização de torneios de canto e fibra de pássaros em 13 municípios e regulamentou esses eventos enquanto perdurar a emergência zoossanitária em decorrência da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP).
Nos municípios onde há a criação significativa de aves comerciais esses torneios estão proibidos: Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Linhares, Muniz Freire, Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Santa Teresa, Sooretama, Marechal Floriano, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.
A portaria (001-R) regulamentando essa atividade,
publicada nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial do Espírito Santo, reforça medidas exigidas de segurança biossanitárias para os locais de criação de pássaros, como isolamento dos animais, condições específicas para alimentação e disposição de água, disposição de resíduos e assistência veterinária, entre outras.
“Estamos entrando no período migratório das aves silvestres, que é quando pode haver um aumento na incidência de casos positivos para a influenza aviária. Portanto, entendemos ser importante ampliar as exigências, de modo que possamos mitigar os riscos de introdução da doença no plantel avícola capixaba”, explica Enio Bergoli, secretário estadual de Agricultura.
Entre outras medidas sanitárias, a portaria prevê, por exemplo, a possibilidade de o Estado suspender, a qualquer tempo, a autorização para a realização do evento com pássaros, dependendo da situação epidemiológica da gripe aviária no território nacional.
Além disso, não serão autorizados eventos onde tenha registro de caso positivo para influenza aviária nos últimos 28 dias.
A propósito: quando chegará o dia em que teremos o prazer de ouvir os pássaros cantando e se exibindo apenas em liberdade e na natureza, fora da prisão perpétua das gaiolas?