Parece bela. Mas é assassina. E o nome científico -
Spathodea campanulata - esconde um perigo. A planta exótica está na mira da Prefeitura de
Castelo, que lançou uma campanha pela erradicação da espécie que tem fama de causar intoxicação e morte de abelhas.
Também conhecida como "espatódea", "bisnagueira", "tulipa-do-gabão", "xixi-de-macaco" e "chama-da-floresta", a árvore está proibida, por lei, de ser plantada e cultivada na cidade do
Sul do Espírito Santo, que também está mobilizada para identificar a planta e erradicá-la.
Por enquanto, a prefeitura já catalogou oito árvores dessa espécie, que serão removidas no mês de maio para dar lugar a oitis, “devido à sua melhor adaptação e manejo em áreas urbanas”, segundo nota da Prefeitura de Castelo.
A Spathodea campanulata é fatal para as abelhas, que são insetos fundamentais para polinizar em torno de 80% das plantas e culturas agrícolas, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Castelo.
A Semma está levando tão a sério o assunto que está pedindo às pessoas que detectarem essa árvore em suas propriedades que acionem a prefeitura solicitando a supressão da espécie pelo telefone (28) 3542-3660 - ramal 360.
A proibição e supressão da “árvore assassina” têm respaldo na Lei Municipal 4.316/23, que diz em seu parágrafo 2º: “As árvores que já houverem sido plantadas deverão ser cortadas e as mudas produzidas ou em produção, descartadas”.