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Leonel Ximenes

Cidade do ES proíbe o plantio e vai arrancar “árvore assassina”

Espécie exótica intoxica e mata abelhas, insetos fundamentais para o processo de polinização

Públicado em 

02 abr 2024 às 17:23
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Espécie Spathodea campanulata, também conhecida como Espatódea e Bisnagueira
Spathodea campanulata está proibida também em Vitória e Afonso Cláudio Crédito: Reprodução/ Pixabay
Parece bela. Mas é assassina. E o nome científico - Spathodea campanulata - esconde um perigo. A planta exótica está na mira da Prefeitura de Castelo, que lançou uma campanha pela erradicação da espécie que tem fama de causar intoxicação e morte de abelhas.
Também conhecida como "espatódea", "bisnagueira", "tulipa-do-gabão", "xixi-de-macaco" e "chama-da-floresta", a árvore está proibida, por lei, de ser plantada e cultivada na cidade do Sul do Espírito Santo, que também está mobilizada para identificar a planta e erradicá-la.
Por enquanto, a prefeitura já catalogou oito árvores dessa espécie, que serão removidas no mês de maio para dar lugar a oitis, “devido à sua melhor adaptação e manejo em áreas urbanas”, segundo nota da Prefeitura de Castelo.

ESPÉCIE PREJUDICA AGRICULTURA

A Spathodea campanulata é fatal para as abelhas, que são insetos fundamentais para polinizar em torno de 80% das plantas e culturas agrícolas, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Castelo.
A Semma está levando tão a sério o assunto que está pedindo às pessoas que detectarem essa árvore em suas propriedades que acionem a prefeitura solicitando a supressão da espécie pelo telefone (28) 3542-3660 - ramal 360.
A proibição e supressão da “árvore assassina” têm respaldo na Lei Municipal 4.316/23, que diz em seu parágrafo 2º: “As árvores que já houverem sido plantadas deverão ser cortadas e as mudas produzidas ou em produção, descartadas”.
Castelo segue o exemplo de Vitória e Afonso Cláudio, cidades que recentemente também proibiram a espécie exótica em suas respectivas áreas territoriais.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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