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Spathodea campanulata, árvore com flores que causam a morte de abelhas e de beija-flores, agora está proibida em Vitória. A Lei nº 9.950/2023, de autoria do vereador Leonardo Monjardim (Patriota) e sancionada pelo
prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), proíbe o plantio e o cultivo de mudas dessa espécie de origem africana em todo o território da Capital.
Chamada também de espatódea, bisnagueira, tulipeira-do-gabão, xixi-de-macaco e chama-da-floresta, essa espécie provoca danos à natureza. “Apesar da beleza exótica, com formato de tulipa e cores vibrantes, as flores da espatódea possuem uma substância altamente tóxica que pode causar a morte de abelhas, um dos mais importantes polinizadores da natureza, entre outros insetos, e também de beija-flores”, explicou Monjardim.
Essa espécie intrusa, nativa de florestas tropicais africanas, pode também gerar prejuízo aos apicultores e meliponicultores capixabas, que têm na criação de abelhas sua fonte de renda, acrescentou o presidente da Associação de Meliponicultores do
Estado do Espírito Santo (AME-ES), Adailton Gonçalves.
Com a sanção da lei pelo prefeito, o corte de árvores Spathodea campanulata em espaços públicos do município já está autorizado. “As árvores já plantadas, seja em terreno público ou em particular, deverão ser substituídas por espécies nativas, indicadas pelo poder público, e as mudas, descartadas”, afirmou o vereador .
O prazo para a Lei entrar em vigor é de 60 dias a contar da publicação da lei, datada de 27 de julho de 2023.