Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Fevereiro, o mês de inferno astral do doutor André Garcia

Ex-secretário de Justiça e ex-secretário de Segurança do ES enfrenta uma nova crise no segundo mês do ano

Públicado em 

16 fev 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

André Garcia (ao microfone) fala sobre a fuga de dois criminosos do presídio de Mossoró (RN)
André Garcia (ao microfone) fala sobre a fuga de dois criminosos do presídio de Mossoró (RN) Crédito: MJSP/Divulgação
Mês do carnaval e de alegria incontida nas ruas, fevereiro já foi cantado em verso e prosa por músicos e poetas. Mas o segundo mês do ano não traz exatamente boas lembranças para André Garcia, ex-secretário de Estado de Justiça e de Segurança Pública do Espírito Santo. Definitivamente.
O procurador do Estado de Pernambuco (a terra do frevo), que fez carreira em vários cargos importantes no governo do Espírito Santo, enfrenta mais uma vez uma grande crise.
Agora como secretário nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, função recentemente assumida com a posse do ministro Ricardo Lewandowski em substituição a Flávio Dino.
Nesse cargo, é exatamente ele que tem que prestar contas sobre a inédita e misteriosa fuga de dois bandidos, integrantes de uma organização criminosa, da penitenciária de segurança máxima de Mossoró (RN).

CRISE COMO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO ES

Tinha que ser em fevereiro. Foi nesse mês também, em 2017, que André Garcia comandava a Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp), durante a fatídica greve da Polícia Militar. Naqueles 22 dias, o Espírito Santo ficou refém da criminalidade como jamais visto.
Homens da Força Nacional de Segurança tiveram que patrulhar as ruas de Vitória durante a greve da PMES, em fevereiro de 2017
Homens da Força Nacional de Segurança tiveram que patrulhar as ruas de Vitória durante a greve da PM, em fevereiro de 2017 Crédito: Fernando Madeira
Há sete anos, mais de 200 homicídios aconteceram, e a situação da segurança pública ficou tão caótica que foi necessário auxílio da Força Nacional, do Exército e dos Fuzileiros Navais para que houvesse patrulhamento e freio aos avanços de criminosos que se aproveitavam da ausência dos policiais nas ruas.
Naqueles dias de tensão e medo, Garcia foi um dos atores mais exigidos e esteve na linha de frente da complicadíssima negociação, com idas e vindas, para o término do movimento ilegal.
A greve já é passado, apesar das marcas que deixou no ES e no país. Agora a missão de André Garcia é torcer para que os dois criminosos sejam recapturados rapidamente. Se não, o segundo mês do ano vai ser longo demais para o doutor.
Apenas para constar: fevereiro tem um dia a mais em 2024.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Arte em muros dá cor a Caratoíra e mostra como é viver no bairro
Imagem BBC Brasil
Quem é Satoshi Nakamoto? Investigação reacende debate sobre identidade de criador do bitcoin
Imagem de destaque
Ataques no Líbano deixam mais de 300 mortes; Israel anuncia negociações com Beirute

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados