O jovem Jiordano Lorenzoni Partelli, de 17 anos, vai trocar a tórrida
Marilândia, no Noroeste do Estado, pela gélida
Rússia. Estudante do último ano do ensino médio de um colégio católico em Colatina, ele passou no processo de seleção para o curso de Química na Universidade de Kursk, cidade de meio milhão de habitantes que fica a 525 quilômetros da capital, Moscou.
“Eu fiquei extasiado quando soube que fui aprovado. É muito gratificante ver que todos os meus esforços foram recompensados”, comemora Jiordano, que pelo nome evidencia a origem italiana da sua família.
Para ser selecionado para a Universidade de Kursk, que é paga, ele participou de uma avaliação que constou de análise documentos, como currículo e histórico escolar, e uma entrevista. O currículo de Jiordano, aliás, foi enriquecido com cursos de Educação à Distância em Botânica pela Universidade de Tel-Aviv (
Israel) e de Química Orgânica na Universidade de Novosibirsk (Rússia).
Se quisesse, o jovem estudante que gosta de
videogame e pesquisar e desenvolver projetos poderia ter escolhido ficar bem mais próximo uma vez que ele também passou para os cursos de Estatística na
Ufes e Economia na PUC de São Paulo.
Mas a escolha de Jiordano recaiu mesmo sobre a vasta terra dos czares, onde pretende ter uma formação de maior qualidade: “Optei pela Rússia por questões acadêmicas e científicas. Sinto que lá terei melhor aproveitamento do meu conhecimento bem como poderei aprimorá-lo”.
Antes de ingressar na universidade, o estudante vai fazer durante nove meses, a partir de fevereiro próximo, na Universidade de Kursk, um curso preparatório de russo, uma língua reconhecidamente difícil. “Meu nível no idioma é básico e pretendo aprimorar”, afirma. Depois, vai cursar
Química em outra universidade russa que ele ainda vai escolher.
Terra de grandes romancistas e contistas, a Rússia exerce uma atração especial em Jiordano, que aponta Tolstói, autor dos clássicos “Guerra e Paz” e “Anna Kariênina” (ou Karenina, dependendo da tradução), como seu escritor favorito.
A propósito, no começo do romance “Anna Kariênina”, Tolstói afirma que “todas as famílias felizes são iguais…”. Mas a família de Jiordano, neste momento, está numa felicidade incomparável e orgulhosa da conquista dele. A coluna torce para que a história dele seja eternamente feliz.