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Distúrbio mental

Vício em videogames agora é classificado como doença

Especialistas dão dicas de como identificar se há dependência; mães estão em alerta

Publicado em 20 de Junho de 2018 às 02:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 jun 2018 às 02:14
Renata Cassani com os dois filhos, Gian Lucca, 8 anos, e Gian Marco, 12. Crédito: Arquivo Pessoal
O vício em jogos de videogame passou a ser considerado como distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A medida foi publicada esta semana e faz parte da 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID). A decisão estava sendo estudada em comitês do órgão desde 2014 e abrange games on e off-line.
Esta revisão do manual da OMS descreve a compulsão por jogos eletrônicos como um “padrão de comportamento persistente ou recorrente” podendo se tornar tão intenso que “toma a preferência sobre outros interesses da vida”.
Para a doutora Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, o vício em videogames foi considerado doença porque há um sofrimento atrelado à prática.
“A gente pode chamar de doença quando a prática prejudica as outras atividades da vida de uma pessoa”, explica.
Para o psiquiatra Vicente Ramatis Lima a decisão preenche uma situação que vem acontecendo e sendo observada há um certo tempo.
“Essa é uma realidade que já modifica a vida da pessoa para pior. A decisão da OMS serve como alerta para a população e também para dar condições de trabalho aos médicos psiquiatras ao justificarem o tratamento prescrito para o paciente”, avalia o profissional.
A consultora de vendas Renata Cassani, 41, se considera uma ex-viciada em videogames. Ela joga desde os 7 anos e disse que passou a controlar a relação que tem com os jogos depois que virou mãe. “Mais nova, eu perdia a hora jogando. Um grupo de amigos se reunia e jogávamos a noite toda. Agora, tenho filhos e os controlo porque sei que não é um hábito saudável”, afirma.
Na casa de Renata videogame livre só aos sábados, e ainda com reserva de horários.
“Durante a semana, nada de games. Eles podem jogar livremente só no sábado, de dia. Mas é tudo observado de perto. A gente joga mas também temos o nosso tempo de lazer em família”, garante a mãe de Gian Lucca, 8 anos, e Gian Marco, 12 anos
SINAIS DO VÍCIO
O relacionamento com as pessoas, aliás, é um dos principais sinais de que o jogador pode estar viciado. O indício é unanimidade entre os especialistas.
Para o psiquiatra Fernando Furieri é o prazer que o jogo proporciona que faz o jogador se isolar das pessoas. “Como o jogo gera prazer nas pessoas, elas fazem isso de maneira compulsiva parando as atividades sociais, familiares, os estudos e não fazem mais nada além de jogar”, explica.
O também psiquiatra Vicente Ramatis Lima complementa afirmando que a partir do momento que a pessoa não consegue ficar longe o dispositivo no qual se joga, é possível que ela esteja viciada na atividade.
Deixar de realizar atividades fundamentais para a saúde também é um forte sinal de que o jogo deixou de ser lazer se tornou um problema.
“É um sinal de alerta quando, por exemplo, a pessoa deixou de dormir as horas necessárias de sono, perdeu a hora de para o trabalho ou preferiu jogar ao invés de se encontrar com amigos. Ou seja, quando a pessoa abre mão de outros prazeres e outras necessidades", conclui a presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Carmita Abdo.
CUIDADO COM O EXECESSO
Sinais de alerta
Perder o controle
Não ter controle de frequência, intensidade e duração com que joga videogame é um sinal de alerta
Priorizar o jogo
Outro alerta é priorizar jogar videogame a outras atividades como comer e dormir. Deixar de interagir com família e amigos, ou seja, trocar as relações interpessoais pelo jogo é mais um sinal alarmante
Consequências
Problemas de saúde
Ficar muito tempo de frente para um eletrônico pode danificar a visão. Se mesmo assim, o jogador continuar ou aumentar ainda mais a frequência com que joga videogame é um sinal de problema.
Tratamento
Terapia e remédio
Ao notar que você ou uma pessoa próxima a você apresenta esses sinais a principal recomendação é procurar um médico. Os tratamentos são feitos com terapias e, em alguns casos, com medicamentos.
 
 

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