Ouvir mugidos é algo comum na rotina de
Ecoporanga, afinal, é a cidade do gado do Espírito Santo. Por lá, estão contabilizadas 221.749 cabeças de bovinos espalhadas pelas áreas rurais do município que faz divisa com Minas Gerais. As informações são da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A quantidade de animais é muito relevante e mostra a dimensão desse universo. A população (de humanos) de Ecoporanga é de 22.748,
de acordo com a última estimativa do IBGE. Isso quer dizer que há, praticamente, 10 bois ou vacas para cada morador do município do Noroeste capixaba.
O gado é tão importante para a economia de Ecoporanga que está presente na bandeira do município junto com uma ave, que faz jus a uma das versões do nome da cidade, de origem indígena. Diz-se que é o local onde se produz o eco do inhambu, ave do tamanho da perdiz, de bico e pés vermelhos.
A pecuária é uma das principais atividades econômicas de Ecoporanga e tem conquistado terreno desde a década de 1960, com a erradicação dos cafezais. Na cidade, prevalece a criação de gado para o corte.
Os municípios que completam o ranking de campeões de criação de gado bovino no Estado são:
Linhares (139.841), Montanha (98.520) – famosa por sua carne de sol –, São Mateus (80.841), Nova Venécia (77.014), Mucurici (75.786) e Alegre (70.456), terra do ex-deputado federal
Carlos Manato.
Curiosidade: nas eleições de 2018, se dependesse da escolha do povo de Ecoporanga, o candidato
Fernando Haddad (PT) estaria eleito no segundo turno. Ele recebeu 53,94% dos votos válidos contra 46,06% do
presidente Jair Bolsonaro. Isso é apenas uma curiosidade.