As condições de trabalho dos agentes de segurança são desafiadoras e levam a muita pressão. Segundo informações prestadas pela
Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) à Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, de janeiro a maio deste ano 295 militares se afastaram por causa de doenças mentais. Isso equivale a dois afastamentos, em média, por dia, considerando o período avaliado.
O tema será discutido pelo colegiado na nesta terça-feira (22), às 10h, no plenário Dirceu Cardoso da
Assembleia. Presidente da Comissão, o deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (PL) ressalta a necessidade de melhores políticas públicas e estratégias em conjunto, de todas as esferas, para proteger os agentes de segurança.
“Verificamos, por exemplo, que o Hospital da Polícia Militar não tem médico psiquiatra no pronto-socorro, levando este servidor a ser atendido no Hospital Estadual de Atenção Clínica. É necessário um cuidado especial”, comentou o parlamentar.
O objetivo de levar o tema à Assembleia Legislativa, segundo Bahiense, é a promoção de medidas adequadas para preservar aqueles que trabalham em patrulhamentos, investigações e outras atividades que levam a estresse intenso.
Entre as causas mais relatadas pelas instituições nos atendimentos de doenças mentais dos servidores da segurança estão dependência química,
Síndrome de Burnout, ansiedade, ideação suicida, depressão, conflitos familiares e assédio moral.