Ainda não foi desta vez que o vereador Júnior Corrêa (Novo) definiu seu futuro. Em entrevista na manhã desta terça-feira (28), o parlamentar não confirmou se aceita ser candidato a vice na chapa com o deputado estadual Theodorico Ferraço (PP) para a
Prefeitura de Cachoeiro ou se deixa a política para ser padre,
como anunciou no começo deste ano.
“No começo do ano estava insatisfeito com a política, saturado mesmo, e entrei para o Novo para ajudar a construir o partido e na montagem da chapa das candidaturas a vereador. O Novo pediu para eu reavaliar a minha decisão de deixar a política para que eu contribua com algum projeto que tenha em vista o futuro de Cachoeiro, e eu aceitei”, disse o parlamentar.
Em relação ao seu próprio futuro político, Juninho Corrêa, como é conhecido, não descartou a possibilidade de ser vice, embora pondere que vá conversar com sua família, aliados e “o povo de Cachoeiro”. Mas ele não esconde sua admiração por Ferração: “Tenho uma sinergia com ele, um político com grande experiência e que já exerceu quatro mandatos como prefeito de Cachoeiro”.
Sem querer se comprometer politicamente com candidaturas neste momento, inclusive com a eventual candidatura a vice-prefeito na chapa com Ferração, Juninho também elogia
Diego Libardi (Republicanos), outro pré-candidato a prefeito. “Não fechamos a porta para ninguém. Tive uma conversa boa com Libardi, com quem tive divergências no passado, mas reconheço que ele tem muito a contribuir com Cachoeiro.”
Sobre sua vocação religiosa, Juninho Corrêa disse que está avaliando qual caminho seguir. “Nunca deixei de querer ser padre, mas preciso terminar meu ciclo na política”, pondera.
Ciclo político, ele esclarece, é terminar seu mandato na Câmara em 31 de dezembro próximo e apoiar candidaturas do Novo a vereador em Cachoeiro. “Vou participar das eleições de alguma forma, vou contribuir para o partido”, afirma o parlamentar, de 27 anos, que vai deixar para o prazo final previsto na legislação eleitoral, em julho, para definir seu futuro político.