Na
Câmara Municipal de Cachoeiro, aquela velha máxima “seguro morreu de velho” é adotada na prática, não é uma mera expressão de efeito. Um exemplo? No parlamento da Capital Secreta, por medida de segurança patrimonial, os notebooks à disposição dos vereadores no plenário são trancados a cadeado.
Em nota encaminhada à coluna, a assessoria da Casa diz que o procedimento de segurança é rotina, foi adotado há muitos anos e não foi motivado por nenhuma ocorrência específica.
“[Os cadeados ligados aos notebooks] são instalados pelo setor de patrimônio da Casa em todos os equipamentos de informática para controle de localização: se precisarem ser mudados de setor ou retirados para manutenção, por exemplo, o setor de patrimônio precisa ser chamado e terá o controle desta alteração”, diz trecho da nota.
A Câmara de Cachoeiro informa também que adota outras providências para a segurança dos servidores e frequentadores do Legislativo.
“Com a finalidade de evitar furtos e para segurança dos servidores e visitantes, a Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim adota outras medidas, como sistema de videomonitoramento e alarmes 24h e controle de entrada e saída através de catracas com identificação obrigatória na portaria.”
Por fim, a Câmara cachoeirense diz que “todas estas medidas são comuns à maioria dos órgãos públicos”.
Nem tanto, pelo menos no que se refere às maiores Casas parlamentares do Estado. A coluna consultou as maiores Câmaras de Vereadores do Estado, localizadas na
Grande Vitória. Em todas - Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica - não há dispositivo de segurança específico para os computadores dos vereadores. O que existem são senhas individuais de acesso ao sistema.
Na
Assembleia Legislativa, segundo informou a assessoria da Casa, existe apenas um pequeno cabo de aço para não separar os patrimônios - gabinete e monitor -, mas sem função de segurança.
Em Cachoeiro, tem. Afinal, se a Capital é Secreta…