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Leonel Ximenes

Bispo no ES defende o padre Júlio Lancellotti: “Jesus também seria multado”

Prelado criticou, durante missa solene, projeto de lei que prevê multa de R$ 17 mil a quem der comida aos pobres em São Paulo

Públicado em 

02 jul 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Dom Luiz Fernando Lisboa durante missa celebrada em honra ao padroeiro de Cachoeiro, São Pedro
Dom Luiz Fernando Lisboa durante missa celebrada em honra a São Pedro, padroeiro de Cachoeiro Crédito: André Fachetti/Pascom N. S. da Consolação
O bispo de Cachoeiro de Itapemirim, dom Luiz Fernando Lisboa, manifestou seu apoio ao padre Júlio Lancellotti, de São Paulo, principal alvo de um projeto de lei, aprovado pela Câmara de Vereadores paulistana e depois suspenso, que prevê multa de R$ 17 mil a quem der comida aos pobres na maior metrópole do Brasil.
“Os mesmos que, no início do ano, tentaram fazer uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o padre Júlio Lancellotti, que leva comida para os pobres, pasmem, aprovaram uma multa de R$ 17 mil para quem der comida para os moradores de rua. Isso é de abismar”, criticou o prelado cachoeirense.
Em seguida, durante a missa celebrada em honra ao padroeiro de Cachoeiro, São Pedro, no sábado (29), dom Luiz lembrou que, por esta lei aprovada na quinta-feira passada (27) e suspensa no dia seguinte, o próprio Jesus seria punido.
“Jesus hoje receberia multa na multiplicação dos pães”, afirmou o bispo, referindo-se a um dos milagres mais marcantes descritos no Novo Testamento, a multiplicação dos pães. “Ele receberia multa porque ajudar os pobres é proibido para muita gente”, acrescentou o bispo.

PROJETO EM SP FOI APROVADO E DEPOIS SUSPENSO

Após repercussão negativa junto à opinião pública, o vereador que propôs o projeto de lei que prevê multa de R$ 17 mil a quem descumprir determinados requisitos sobre doação de alimentos a pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo recuou e disse que vai suspender a tramitação do texto.
Em nota, o autor do projeto, o vereador Rubinho Nunes (União), disse que "a suspensão tem por objetivo ampliar o diálogo com a sociedade civil, ONGs e demais associações e buscar o aperfeiçoamento do texto para que a finalidade do projeto seja atendida".
O texto, que estabelece regras tanto para ONGs e entidades quanto para pessoas físicas, foi aprovado em apenas 25 segundos durante sessão na Câmara Municipal da capital paulista na quinta-feira.
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo disse, por meio de nota, que o projeto é inconstitucional.
E o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, por sua vez, qualificou o projeto de "aporofóbico, de punição aos pobres e daqueles que estão a seu serviço".

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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