O caso do afastamento do subcomandante-geral do
Corpo de Bombeiros, coronel Roger Vieira do Amaral, foi debatido na manhã desta terça-feira (2) na Assembleia Legislativa, durante reunião da Comissão de Segurança.
Um dos pontos abordados na reunião do colegiado foi a denúncia de vazamento do depoimento de uma militar bombeiro durante o processo de apuração de um suposto assédio ocorrido na corporação militar.
O presidente do colegiado, deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (PL), indagou ao representante dos Bombeiros no encontro, o tenente-coronel Márcio Rodrigues, sobre uma informação de pressão indevida durante o processo de apuração do caso
“Em maio, chegou ao nosso conhecimento que uma sargento procurou a Corregedoria para denunciar assédio por parte do subcomandante e que o corregedor teria pressionado o ouvidor e conseguido informações privilegiadas para o suspeito”, disse Bahiense.
O tenente-coronel Márcio Rodrigues respondeu que o fato citado pelo parlamentar “aconteceu em determinado momento fora do quartel, fora da instituição”. Também explicou que “foi dado o tratamento devido”.
“A vítima foi encaminhada à Corregedoria. Por questões de detalhes do processo, toda parte envolvida deve ser informada, o advogado da parte acusada foi informado. Os fatos foram encaminhados ao
Ministério Público Estadual e lá foi dado prosseguimento. Mas os fatos que aconteceram foram informados à parte acusada para estar se pronunciando”, alegou o oficial que representou a corporação na reunião da Comissão de Segurança da Ales.
Conforme a coluna noticiou em abril deste ano, o coronel Amaral está afastado das funções, a pedido, e que há contra ele processo investigatório no Ministério Público Estadual e Inquérito Policial Militar, no Corpo de Bombeiros, para verificação de indícios de crime de assédio e intimidação de testemunha.
O tenente-coronel Rodrigues afirmou, durante a reunião, que o caso referente ao subcomandante está sendo investigado: “A corporação não coaduna, não aceita e vai buscar esclarecer, de forma legal, qualquer caso que chegue ao comando-geral”, prometeu.
O oficial também disse que o caso “vai ter o tratamento que é devido” e deixou um recado: “Dentro do processo legal, onde pode haver a presunção da culpa ou da inocência, as medidas serão adotadas. Punitivas para ambos que estejam trabalhando em cima do processo. Caso positivo [de conduta inadequada], através de punições, ou também para quem tenha passado inverdades”, finalizou.
A major Lorena, presidente da Comissão Permanente para Questões da Bombeira Militar, afirmou durante a reunião do colegiado que casos de assédio não podem ficar impunes: “Se acontecer [assédio], queremos a punição. Não queremos que isso aconteça. São danos na vida como um todo”, alertou.
A oficial contou que a comissão, apesar de não ser o local para recebimento de informações sobre assédios, também recebe esse tipo de denúncia.