Apesar de reconhecer a grave crise financeira da Igreja decorrente do
distanciamento social imposto pelas autoridades por causa da pandemia do coronavírus, dom Dario alerta, desta vez, que é preciso garantir o funcionamento das secretarias paroquiais e apela aos administradores que evitem demissões.
“Uma rescisão trabalhista tem custo elevado e pode comprometer seu fundo paroquial, além do dano social que pode ser causado à família deste servidor neste momento crítico. A Arquidiocese de Vitória possui 537 servidores e famílias que dependem deste emprego”, ressalta o arcebispo na carta, datada de 1º de abril, à qual a coluna teve acesso.
O arcebispo pede também aos gestores que garantam o “funcionamento mínimo” das secretarias paroquiais porque elas não podem ser fechadas. “Existem compromissos que são inadiáveis ou urgências que precisam ser resolvidas”, lembra o prelado, que a seguir faz algumas recomendações de corte de custos, como reduzir o horário de funcionamento das secretarias ou criar uma escala de trabalho alternativa para os funcionários. A antecipação de férias é outra medida sugerida.
No final do comunicado aos sacerdotes e gestores, dom Dario reclama que no fechamento do balanço financeiro do mês passado, 40% das paróquias não fizeram o repasse [financeiro] regular à Arquidiocese de Vitória. “Mesmo tratando-se de prestação de contas do mês de fevereiro de 2020, quando ainda vivíamos uma situação de plena normalidade”, observa o arcebispo, que prevê que a pandemia da Covid-19 dure de quatro e cinco meses.