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Leonel Ximenes

Por causa da crise, Arquidiocese de Vitória limita salário dos padres e corta despesas

“Sem a presença dos fiéis nas igrejas, as coletas e os dízimos irão cair drasticamente", admite dom Dario Campos

Publicado em 22 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

22 mar 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

Dom Dario Campos:  “Se a situação se agravar, novas medidas serão adotadas” Crédito: Fernando Madeira
 A paralisação das atividades religiosas e litúrgicas das igrejas por causa da epidemia de coronavírus  e a preocupação em poder se manter de pé para contribuir com a sociedade no período pós-pandemia levaram a Arquidiocese de Vitória a sair na frente e adotar uma série de medidas administrativas para cortar os custos e suportar a crise financeira.
Entre as ações anunciadas pelo arcebispo dom Dario Campos está a redução do pagamento das côngruas, uma espécie de salário pago aos padres para o seu sustento. O limite agora é de três salários-mínimos aos sacerdotes e de um salário-mínimo para os diáconos temporários (futuros padres).
Em uma carta enviada aos párocos da Arquidiocese, na última sexta-feira (20), e à qual a coluna teve acesso, dom Dario admite que a Igreja Católica será afetada duramente pela crise financeira por causa da suspensão das atividades religiosas.
“Sem a presença dos fiéis nas igrejas, as coletas e os dízimos irão cair drasticamente. Após o período de disseminação pandemia, que poderá durar de quatro a cinco meses, (...) perderemos nossa capacidade financeira de honrar compromissos”, reconhece o arcebispo.
Além do achatamento salarial de padres e diáconos, a assessoria jurídica da Arquidiocese está estudando outras medidas de contenção de despesas, dependendo de autorização legal. Estão na lista a licença não remunerada, a redução de jornada de trabalho e salários e a suspensão provisória de contrato de trabalho com pagamento do seguro-desemprego.
De antemão, dom Dario já determinou a revisão de todos os contratos de prestação de serviço nas paróquias; suspensão de todos os investimentos com paralisação de todas as obras e reformas de igrejas e outras edificações; suspensão de comemorações, confraternizações, almoços, brindes e decorações; e suspensão e adiamento de novos projetos para 2021.
No final da carta, o prelado faz um alerta: “Se a situação se agravar, novas medidas serão adotadas”. 

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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