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Leonel Ximenes

Adversário do Fla em Cariacica já viu de perto um outro futebol capixaba

Rubro-negro paranaense, que nesta quarta enfrenta o rubro-negro carioca no Kleber Andrade, chegou a jogar com os dois maiores times do ES da época em apenas um fim de semana

Públicado em 

12 set 2023 às 19:56
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

A faixa no Centro de Vitória anunciando jogos do Athletico-PR no Estádio Governador Bley, contra Rio Branco e Vitória
A faixa no Centro de Vitória anunciando jogos do Athletico-PR no Estádio Governador Bley, contra Rio Branco e Vitória Crédito: Pedro Fonseca
futebol capixaba já foi, diríamos, mais “globalizado”. Se existe alguma dúvida, veja esta foto, do Centro de Vitória: na esquina do imponente e belo Teatro Glória, uma faixa anuncia que o Athletico-PR enfrentaria o Rio Branco e o Vitória, no antigo Estádio Governador Bley, em jogos em apenas um fim de semana.
Os bons tempos do futebol capixaba, porém, parece que ficaram restritos a uma imagem em preto e branco do passado. Diferentemente de Rio Branco e Vitória, o rubro-negro paranaense avançou, cresceu, se tornou clube grande e nesta quarta (13) à noite volta ao Espírito Santo para enfrentar o Flamengo, no Kleber Andrade, pelo Campeonato Brasileiro.
Sobre a foto histórica, feita pelo saudoso e inesquecível Pedro Fonseca, há poucas informações disponíveis, apesar de a coluna ter consultado algumas das melhores fontes sobre o futebol capixaba.
O que foi possível apurar é que, nos anos 1950 e 1960, era muito comum faixas serem penduradas nos postes da Capital anunciando partidas importantes do futebol capixaba de então.
Em 14 de abril de 1950, por exemplo, pouco tempo antes da tragédia da Copa do Mundo no Maracanã, o capa-preta capixaba foi goleado por 5 a 1 pelo Athletico-PR.
Era tempo de ainda um certo bucolismo na capital capixaba. Mas essa calma não escondia o orgulho que os torcedores sentiam dos seus clubes de futebol. Hoje, a barulhenta e frenética Vitória liga muito pouco para o desempenho do futebol capixaba - por não ter muitos motivos para comemorar, somos forçados a reconhecer.
Os postes de Vitória - sinal dos tempos - agora estão tomados por horrendos fios que agridem a paisagem da nossa Ilha do Mel. E ao torcedor capixaba resta aplaudir times de fora que vêm jogar aqui. E nem precisa de faixa para anunciar nada - a multidão é garantida. Até quando?

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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