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Leonel Ximenes

A memória viva de uma enfermeira capixaba que atuou contra a Covid

Profissional que participou da primeira remoção de paciente com suspeita do vírus no Espírito Santo será homenageada em Vitória

Publicado em 26 de Abril de 2025 às 03:11

Públicado em 

26 abr 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Patrícia Azevedo: “Era tudo muito novo e desafiador. A gente adoecia junto, trabalhava exausto, e mesmo assim continuava. A missão era salvar vidas”
Patrícia Azevedo: “Era tudo muito novo e desafiador. A gente adoecia junto, trabalhava exausto, e mesmo assim continuava. A missão era salvar vidas” Crédito: Divulgação
Cinco anos após o início da pandemia de Covid-19, a enfermeira capixaba Patrícia Azevedo, de 39 anos, será homenageada pela Câmara Municipal de Vitória em reconhecimento à sua atuação na linha de frente do combate ao coronavírus no Espírito Santo. A solenidade será realizada no dia 8 de maio, às 19h, por iniciativa do vereador Bruno Malias (PSB), em sessão solene que pretende destacar a importância dos enfermeiros.
Patrícia foi protagonista de momentos históricos durante a pandemia. Atuando no Samu, participou da primeira remoção de paciente com suspeita de Covid-19 no Estado, ao lado do médico Marcos Mantelmacher (que morreu durante a segunda onda da pandemia) e do motorista André Tonori.
Paralelamente, trabalhava também no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (Milena Gotardi), onde integrou a equipe responsável pela montagem da primeira enfermaria pediátrica para pacientes com Covid-19.
“Era tudo muito novo e desafiador. A gente adoecia junto, trabalhava exausto, e mesmo assim continuava. A missão era salvar vidas”, conta a enfermeira, que enfrentou a pandemia enquanto cuidava dos filhos pequenos e dos pais idosos.

PERDAS DE VIDA

Durante a crise sanitária, Patrícia se viu diante de perdas marcantes, como colegas de equipe e crianças em tratamento oncológico que não resistiram à infecção. Mesmo assim, permaneceu firme na missão de acolher, cuidar e salvar, tornando-se símbolo da resistência e do amor à profissão.
“Eu tenho até hoje uma rosa do deserto que ganhei de uma criança com leucemia que faleceu comigo no hospital. É um símbolo do que a gente viveu, do que a gente aprendeu, do que a gente nunca vai esquecer”, diz a profissional da saúde.
Na época da pandemia, além do Samu, Patrícia trabalhava no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória
Na época da pandemia, além do Samu, Patrícia trabalhava no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória Crédito: Divulgação
Mesmo com o medo constante de levar o vírus para casa, especialmente aos pais idosos e à filha pequena, Patrícia não parou. Atuou em remoções, internamentos e na montagem de protocolos. E salvou vidas. Muitas delas.
O vereador Bruno Malias, autor da homenagem, destaca a importância da enfermeira: “Patrícia representa a força e a entrega de tantos profissionais da saúde que se colocaram à frente de uma crise sem precedentes, enfrentando o medo, a dor e o cansaço com coragem e humanidade. Na sessão, iremos homenagear todos aqueles que cuidam sem olhar a quem”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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