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Bom exemplo

ES caminha para a etapa final de combate à Covid-19 com o dever cumprido

Quando a pandemia acabar, a história será justa no julgamento de todos aqueles que contribuíram, com seu esforço e dedicação, a combater a doença e a salvar vidas

Publicado em 09 de Outubro de 2020 às 05:00

Públicado em 

09 out 2020 às 05:00
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
Diminuição da quantidade de pessoas internadas na UTI mostra que o ES está no caminho certo Crédito: Reprodução/TV
A pandemia da Covid-19 chega, no Espírito Santo, ao seu mais baixo patamar na quantidade de infectados e de mortos desde as primeiras semanas de escalada da doença. O índice de ocupação de leitos de UTI destinados a pacientes do Covid atingiu índices próximos de 60%, possibilitando a liberação de 130 leitos para o atendimento de outras doenças. O Estado, salvo surpresas, caminha para a etapa final de combate à doença com o dever cumprido.
É preciso ressaltar, em primeiro lugar, o trabalho abnegado de todos os profissionais de saúde que se expuseram e se empenharam em salvar vidas diante da maior ameaça à saúde da humanidade dos últimos 100 anos. Graças a eles, a quantidade de vítimas não foi maior. A população, em várias ocasiões, manifestou o seu reconhecimento a esse trabalho aplaudindo nas janelas dos condomínios e estendendo faixas públicas demonstrando gratidão. É comovente ver os doentes saindo recuperados dos hospitais, aplaudindo os seus benfeitores e sendo aplaudidos por eles.
A imprensa soube mostrar, através da divulgação de testemunhais, a luta desses profissionais no atendimento às pessoas contaminadas. Alguns desses profissionais chegaram a se afastar de seus familiares, por longos períodos, para protegê-los do risco do contágio. Outros acabaram contaminados por causa da exposição à doença durante a execução do trabalho.
Merecem aplausos, também, as autoridades públicas do Estado do Espírito Santo, especialmente a da Secretaria de Estado da Saúde, que souberam conduzir, com prudência e zelo, as políticas de prevenção orientando a população sobre como se comportar durante a pandemia.
Foram competentes tanto na restrição quanto na liberação das atividades da população, o que contribuiu para conter a contaminação e a manter a ocupação dos leitos de UTI nos limites adequados para assegurar o atendimento à saúde de todos que precisaram de socorros médicos.
Nesse aspecto, o Espírito Santo pode ser apontado como referência para outros Estados que não conseguiram resultados semelhantes. E serve também como contraponto para demonstrar que a quantidade de vítimas da pandemia poderia ser bem menor caso o governo federal não insistisse tanto em negar a gravidade da doença e em desestimular o isolamento social e os cuidados básicos de prevenção como o uso da máscara e o de evitar aglomerações.
Quando a pandemia acabar – e ela vai acabar – a história será justa no julgamento de todos aqueles que contribuíram, com seu esforço e dedicação, a combater a doença e a salvar vidas. E será justa também ao condenar aqueles que, na direção contrária da ciência e do bom senso, contribuíram para disseminar a doença e aumentar a quantidade das vítimas.

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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