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Abrindo o Baú

Casal faz sucesso no Brasil vendendo pôsteres pela internet

Roberta Calazans e Rogério Campos estão à frente da "Na Casa da Joana", loja de design e decoração criada em 2013 e famosa por vender pôsteres cheios de personalidade

Públicado em 

22 nov 2020 às 06:00
Guilherme Sillva

Colunista

Guilherme Sillva

Abrindo o baú com Rogério Campos e Roberta Calazans.
A ideia de criar a loja surgiu quando Rogério e Roberta estavam decorando o apartamento, em 2013  Crédito: Vitor Jubini
Roberta Calazans e Rogério Campos se conheceram em 2004 numa sessão do filme 'Closer'. Ela, uma capixaba criada em Pitanga, uma região quase rural da Serra. Ele, paranaense, que teve um banda na adolescência e veio para Vitória fazer faculdade de Artes Plásticas. "Nesse dia, descobrimos que tínhamos parentes em comum: nossos tios eram casados com duas irmãs, mas nunca tínhamos nos esbarrado. Nos reencontramos dois anos depois, no aniversário do tio do Rogério e daí em diante começamos uma parceria em vários projetos. O último tem 3 anos e meio e se chama Pedro", conta a publicitária.
A dupla é o nome por trás da "Na Casa da Joana", loja de design e decoração criada em 2013. Tudo aconteceu quando eles estavam decorando o apartamento. "A grana era curta, mas a cabeça fervilhava de ideias e queríamos um espaço com a nossa cara. Percebemos, na prática, que preencher as paredes com imagens e palavras que faziam sentido para gente tinha um impacto muito grande e instantâneo na decoração. E mais: era um recurso muito acessível. Na Casa da Joana nasceu para isso: decorar nossa casa, nossos 50 metros quadrados no mundo de um jeito prático, acessível, divertido e com muito afeto", conta ele. O plano de negócios foi feito numa longa reunião de 14 horas, no trem Vitória-Minas, em uma viagem para Belo Horizonte.
Roberta diz que a escolha pela venda de pôsteres aconteceu pela capacidade que a peça tem de transformar os ambientes de uma forma prática, acessível e com significado. "Hoje, somos nós que desenvolvemos as artes, mas abriremos espaços para novos artistas a partir o ano que vem. A gente acaba não 'escolhendo' o artista, acontecem encontros que se transformam em boas parcerias", diz.
Apaixonados por decoração, eles estão sempre renovando os quadros do lar. "Aqui não é casa de ferreiro!", brinca Roberta. Plantas também passaram a fazer parte do local. "Acho que nunca teremos uma casa pronta e isso é muito estimulante, porque nós gostamos muito do processo de sentir que o nosso lar vai se moldando com as nossas mudanças e contando a nossa história", diz Rogério. Os dois sonham em colocar as mochilas nas costas e conhecer alguns lugares do mundo na companhia do filho Pedro. A dupla abriu os baús de histórias para mostrar os objetos que carregam ao longo da vida. Confira!

O BAÚ DE ROGÉRIO

Não dou, não vendo e não troco.

Uma edição antiga do livro '20 poemas de Amor', do Pablo Neruda. Comprei num sebo em Palermo, na Argentina. Foi uma viagem muito especial que fizemos em nossa lua de mel.
A raposa, um trabalho em cerâmica da artista plástica Maíra Amaral. Quando descobrimos que o Pedro estava por vir e começamos a decorar o quarto dele, colocamos essa raposa na porta. Na verdade, foi o primeiro passo para a decoração. Guardo com muito carinho.
O pegador de bolo. Foi usado no casamento dos meus pais e, por anos, ficou guardado com a minha avó Maria. Foi uma felicidade quando ela nos deu de presente. Hoje, usamos em todas as comemorações aqui em casa.

O BAÚ DE ROBERTA

Presente inesquecível.

Quando vi esse móbile em uma loja de decoração em Buenos Aires, lembrei instantaneamente de uma cena muito recorrente da minha infância e que me traz as melhores lembranças: minha mãe nos levando para a escola, eu e minhas irmãs de mãos dadas ou em fila, seguindo ela e vestidas de uniforme, mas com o coque e a roupa de balé por baixo. Minha mãe carregando o mundo nas costas e conduzindo as 3 filhas, equilibrando muitos pratinhos.
As casinhas de cerâmica. Comprei em Belo Horizonte, no Centro de Artesanato Mineiro, durante a viagem em que planejamos como seria a "Na Casa da Joana". Elas representam o meu sonho de casa, que é muito parecido com a primeira casa onde morei em Pitanga, na minha infância.
A câmera fotográfica. Ganhei do meu tio na adolescência, aquele tipo de presente que vai aguçando a curiosidade e abrindo caminhos e possibilidades. E hoje estou aqui, publicitária e trabalhando com uma loja de pôsteres.

Guilherme Sillva

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário Faesa, já foi assessor de imprensa e está desde 2012 em A Gazeta. É autor do livro #Roda de Boteco 10 anos - História e Gastronomia#. Gosta de chocolate, praia, carnaval e vive com a mala de viagem pronta. Coisa de sagitariano.

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