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Orgulho

Sonho de medalha da ginástica rítmica foi adiado, mas segue muito real

Lesão de Victoria Borges é algo que pode acontecer a qualquer atleta. É triste, mas é do jogo. As capixabas Déborah Medrado e Sofia Madeira, assim como suas companheiras, brilharam em Paris

Publicado em 09 de Agosto de 2024 às 09:15

Públicado em 

09 ago 2024 às 09:15
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Apresentação do Brasil na ginástica rítmica em Paris 2024 com as capixabas Deborah Medrado e Sofia Madeira
Apresentação do Brasil na ginástica rítmica em Paris 2024 com as capixabas Deborah Medrado e Sofia Madeira, no centro da foto Crédito: Vitor Jubini
Um ciclo olímpico recheado de conquistas, medalhas importante no cenário mundial e uma evolução de desempenho significativa. O cenário perfeito para chegar com o moral elevado em uma olimpíada. E assim chegou em Paris o conjunto da ginástica rítmica do Brasil formado pelas capixabas Déborah Medrado e Sofia Madeira, e por Maria Eduarda Araraki, Nicole Pírcio e Victoria Borges. 
Roteiro pronto. Arena La Chapelle lotada na manhã desta sexta-feira (9), torcida brasileira presente e uma primeira apresentação excelente: nota 35.950. Quarta colocação no geral e no páreo por medalha. Até que veio a lesão da Vic, no aquecimento entre uma apresentação e outra. Tudo mudou em instantes. As meninas poderiam já desistir ali, mas se fecharam e a própria Victória escolheu subir ao tablado para a segunda apresentação com as companheiras. 
O resultado obviamente foi uma nota mais baixa que o esperado. Uma ginasta sem tanta mobilidade acaba influenciando no desempenho do grupo. Mas àquela altura importava o espírito olímpico, a superação e força das meninas que entregaram o máximo possível. A nota, um 24.950, deixou o conjunto brasileiro na 9ª colocação, sendo que só oito equipes avançam à final. Ou seja, mesmo com essa limitação, ainda tiveram um bom resultado dentro das circunstâncias.  
No fim, todas muito emocionadas por tudo que aconteceu. E assim é o esporte. Lesão pode acontecer com qualquer atleta a qualquer momento. É erguer a cabeça e seguir adiante, assim como as meninas fizeram. 
Apresentação do Brasil na ginástica rítmica em Paris 2024 com as capixabas Deborah Medrado e Sofia Madeira
Deborah Medrado nas Olimpíadas de Paris Crédito: Vitor Jubini
"A esperança nunca morre. A gente é brasileiro, a gente tenta até o final. Isso para gente foi uma medalha olímpica, porque antes de entrar, ali se concentrando, ela não estava ainda. Foi um desespero para equipe, por isso atrasou. A gente falou: "Vamos tentar, Vick, faz o que você puder, mas vamos tentar". E quando acabou, a emoção tomou conta, porque a gente tentou, a gente só queria tentar e ela deu isso para gente. Saiba que a gente deu nosso sangue todos os dias. A gente treinou 100%. Quando uma não estava bem, as outras estavam puxando. As treinadoras estavam juntas, a nossa equipe estava unida. A gente fez tudo. Tudo que era possível. A gente tentou até o final, acho que isso é o mais importante", disse Déborah Medrado à SporTV em entrevista após a prova.
E o esporte é sobre isso. Entrega. O sonho da medalha olímpica segue sendo muito real, só teve que ser adiado. Mas certamente esse time voltará mais forte.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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