Um ciclo olímpico recheado de conquistas, medalhas importante no cenário mundial e uma evolução de desempenho significativa. O cenário perfeito para chegar com o moral elevado em uma
olimpíada. E assim chegou em Paris o conjunto da ginástica rítmica do Brasil formado pelas capixabas Déborah Medrado e Sofia Madeira, e por Maria Eduarda Araraki, Nicole Pírcio e Victoria Borges.
O resultado obviamente foi uma nota mais baixa que o esperado. Uma ginasta sem tanta mobilidade acaba influenciando no desempenho do grupo. Mas àquela altura importava o espírito olímpico, a superação e força das meninas que entregaram o máximo possível. A nota, um 24.950, deixou o conjunto brasileiro na 9ª colocação, sendo que só oito equipes avançam à final. Ou seja, mesmo com essa limitação, ainda tiveram um bom resultado dentro das circunstâncias.
No fim, todas muito emocionadas por tudo que aconteceu. E assim é o esporte. Lesão pode acontecer com qualquer atleta a qualquer momento. É erguer a cabeça e seguir adiante, assim como as meninas fizeram.
"A esperança nunca morre. A gente é brasileiro, a gente tenta até o final. Isso para gente foi uma medalha olímpica, porque antes de entrar, ali se concentrando, ela não estava ainda. Foi um desespero para equipe, por isso atrasou. A gente falou: "Vamos tentar, Vick, faz o que você puder, mas vamos tentar". E quando acabou, a emoção tomou conta, porque a gente tentou, a gente só queria tentar e ela deu isso para gente. Saiba que a gente deu nosso sangue todos os dias. A gente treinou 100%. Quando uma não estava bem, as outras estavam puxando. As treinadoras estavam juntas, a nossa equipe estava unida. A gente fez tudo. Tudo que era possível. A gente tentou até o final, acho que isso é o mais importante", disse Déborah Medrado à SporTV em entrevista após a prova.
E o esporte é sobre isso. Entrega. O sonho da medalha olímpica segue sendo muito real, só teve que ser adiado. Mas certamente esse time voltará mais forte.