A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Goleiro Bruno não vale a pena sob nenhuma ótica. Só o São Mateus não vê
Desgaste

Goleiro Bruno não vale a pena sob nenhuma ótica. Só o São Mateus não vê

Bandeira da ressocialização é levantada como cortina de fumaça para o Pit Bull do Norte ter seus 15 minutos de fama em cima de uma publicidade extremamente negativa

Publicado em 03 de Fevereiro de 2020 às 20:12

Públicado em 

03 fev 2020 às 20:12
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza Filipe Souza
Goleiro Bruno foi oferecido ao São Mateus, que estuda a contratação do atleta Crédito: Boa Esporte/Divulgação

O São Mateus segue negociando com o goleiro Bruno, que foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Elisa Samúdio. O crime culminou em uma pena de 20 anos e 9 meses, mas atualmente o jogador cumpre regime semiaberto. O desejo de contar com o atleta que um dia brilhou com a camisa do Flamengo e foi cotado para ser o dono da camisa 1 da Seleção Brasileira parece cegar a diretoria da equipe do Norte do Espírito Santo para questões importantes que precisam ser destacadas. 

Bruno foi preso em setembro de 2010. Desde então não mantém a rotina de um atleta profissional. Com exceção do curto período que passou pelo Boa Esporte entre março e abril de 2017, quando atuou pelo Boa Esporte-MG graças a uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu que ele fosse solto, mas que foi revogada logo depois. Por mais que o goleiro tivesse um talento acima da média, a falta de dedicação exclusiva por um período de dez anos faz dele um atleta que larga atrás de centenas de concorrentes com melhores condições físicas para defender a meta de um clube. 

Se o retorno dentro de campo tende a ser praticamente nulo, fora dele as consequências são ainda piores. A possível contratação de Bruno sob a justificativa de ressocialização pode parecer um gesto de bondade, mas possivelmente está embasada no mesquinho objetivo de ter alguma publicidade para um time que há tempos não tem sucesso no futebol local e que chegou a ameaçar não disputar o Capixabão 2020 por falta de condições e estrutura. 

É claro que a ressocialização de um criminoso é um tema que merece a atenção da sociedade, mas será que o São Mateus já utiliza essa prática na contratação de outros funcionários do clube? Ou apenas agora abriu os olhos para a causa, justamente quando pode obter retorno pela prática? 

Eliza Samúdio foi assassinada de forma brutal e Bruno foi o responsável Crédito: Reprodução / Arquivo Pessoal / TV Globo

Na cidade do Norte do Estado, um movimento de protesto foi realizado por mulheres do grupo Coletivo Belas. É claro que elas e outras mulheres se sentem desrespeitadas de ver um homem responsável por um feminicídio ter a possibilidade de exercer sua profissão em um palco que possa alçá-lo a posição de ídolo, por mais que as chances de isso acontecer com a camisa do São Mateus sejam mínimas. Se sob a letra fria da lei Bruno tem condições de trabalhar, ótimo. Que seja até no futebol, mas em outras funções.

Filipe Souza

Filipe Souza Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
ICMS sobre combustíveis sobe em 2027: o que muda no ES
Nádia Alcalde, Juarez Campos, Bruno Déde e Júlia Faria, chefs participantes do Fest Gastronomia 2026
Chefs prometem show de sabores nas aulas do Fest Gastronomia; veja programação
Imagem BBC Brasil
'Minha filha de 13 anos sofreu ofensas racistas, sexuais e religiosas após o resultado das eleições'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.