O Palmeiras não é o primeiro time brasileiro a ser eliminado precocemente no Mundial. O Internacional caiu para o Mazembe, em 2010, e o Atlético-MG sucumbiu perante ao Raja Casablanca, em 2013. Nessas duas ocasiões, as derrotas foram classificadas como vexames, o que não se aplica ao revés sofrido pelo time alviverde. O elenco comandado por Abel Ferreira foi batido pelo Tigres, uma equipe tradicional em seu país e que ostenta em sua galeria de troféus sete campeonatos nacionais e três copas.
Currículos a parte, no campo, onde acontece o que realmente interessa, o time mexicano foi superior. Impôs seu estilo de jogo na maior parte do primeiro tempo, obrigou o goleiro Weverton a fazer boas defesas, aproveitou pênalti infantil do zagueiro Luan para abrir o placar com Gignac, e depois foi inteligente e seguro para administrar a vitória. Simplesmente foi melhor e venceu com méritos.
Do outro lado do gramado, um Palmeiras que decepcionou em não conseguir apresentar o seu melhor. Se não é dono de um futebol de encher os olhos, o Alviverde é organizado e eficiente, mas nada disso foi visto na partida. Se mostrou desarrumado nas investidas do Tigres e esteve mais perto de sofrer uma derrota mais elástica do que alcançar o empate. No ataque pouquíssima criatividade.
O conjunto não funcionou e as falhas individuais pesaram. Luan cometeu pênalti infantil, que cedeu o gol ao adversário, e Luiz Adriano desperdiçou oportunidade de gol preciosa no ataque. No geral, faltou competência para o Palmeiras e o resultado foi muito justo.