Antes de pensar em números é preciso compreender que Dome não correspondeu às ambições do Flamengo. Após a temporada de sucesso em 2019, o clube se preparou e
investiu para ser ainda melhor em 2020, o que em poucos momentos foi traduzido no campo de jogo. Os momentos de brilho do Fla insistiram em aparecer apesar de Domènec, muito mais pela qualidade do elenco.
Mesmo classificado na Copa do Brasil, na Libertadores e no bolo que briga pelo Campeonato Brasileiro, as atuações rubro-negras dão mostras que se não houver uma mudança urgente, esta equipe vai cometar falhas que irão custar muito caro em momentos decisivos. E essa mudança urgente, no entendimento do clube é muito clara: substituir o treinador.
Dome foi anunciado pelo Flamengo no final do mês de julho. Em sua passagem pelo clube, o treinador acumulou 26 jogos, com 15 vitórias, cinco empates e seis derrotas. Sua equipe marcou 42 gols e sofreu 36. O aproveitamento foi de 63,8%. Pesaram negativamente algumas derrotas elásticas: 4 a 0 para o Galo, 4 a 1 para o São Paulo, 3 a 0 para o Atlético-GO, e um 5 a 0 para o Independiente del Valle, na Libertadores.
O treinador catalão não conseguiu ajustar o sistema defensivo, que é o maior ponto fraco do Flamengo. Além de parecer sempre muito confuso na substituições, quando geralmente incha o time de atacantes para ver o que acontece. Deixa o comando do clube sem deixar saudades no torcedor.
A rescisão unilateral vai custar aos cofres do Flamengo cerca de 2,2 milhões de euros, aproximadamente R$ 14 milhões. Rogério Ceni, treinador do Fortaleza, é o alvo da diretoria para ser o novo técnico rubro-negro. Bom nome.