Enquanto não há uma previsão de dar fim ao isolamento social como medida preventiva à disseminação do
novo coronavírus, o mundo do
futebol parece já estar definindo o caminho que seguirá para minimizar as perdas financeiras de federações, clubes e jogadores. A solução encontrada até o momento é dar prosseguimento às competições, mas com partidas com os portões fechados. Se não há garantia de segurança para o público, as confederações acreditam que as medidas preventivas podem garantir a saúde dos atletas e dos demais envolvidos em um jogo.
Dessa forma, as equipes conseguiriam ao menos reaver as receitas com patrocinadores, já que os jogos seriam transmitidos na TV aberta e nos canais por assinatura. Além é claro da produção de conteúdo dos clubes atingir outras diversas plataformas, como mídias sociais, por exemplo, que são capazes de gerar visibilidade e lucros para as marcas envolvidas.
Essa é uma tendência mundial. Na Alemanha, o Bayern de Munique voltou a treinar há pouco mais de dez dias e foi seguido pela maioria das equipes que estão na elite do Campeonato Alemão. Por isso, a Bundesliga planeja retomar a competição com portões fechados, uma vez queno país, o governo decretou a proibição de grandes eventos com aglomerações até o dia 31 de agosto.
Entidade máxima do futebol europeu, a Uefa informou que se reunirá na próxima semana para analisar a situação dos campeonatos paralisados. Ao que tudo indica, a organização aponta como prioridade a realização das ligas nacionais com portões fechados. Mas isso levará em conta os números do coronavírus em cada país, já que existem situações bem diferentes dentro do continente.
No Brasil, a Federação Catarinense de Futebol já manifestou o desejo de retomar suas atividades. De acordo com o presidente da entidade, Rubens Angelotti, foi enviada uma solicitação ao governo do estado para que as partidas possam ocorrer sem a presença dos torcedores a partir do dia 16 de maio. Em São Paulo, a Federação Paulista de Futebol e os clubes que disputam a Primeira Divisão do Campeonato Paulista decidiram, em reunião por videoconferência, que o torneio seguirá inicialmente com portões fechados, mas ainda não estipulou uma data.
Além de cuidar da própria saúde financeira, se a bola voltar a rolar, os clubes também podem conseguir renda para manter seus elencos e evitar tristes episódios para o futebol brasileiro, como as demissões que vêm acontecendo em equipes de menor investimento pelo país.