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Premiação

Brasil no Fifa The Best: inspiração a Lewandowski, goleiro e torcedor

Protagonista na seleção dos melhores da história da Revista France Football, futebol brasileiro foi coadjuvante em premiação da Fifa. Sintomático

Publicado em 18 de Dezembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

18 dez 2020 às 05:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

O goleiro Alisson foi escalado na seleção ideal da temporada, Lewa declarou que se inspira em Romário e Ronaldo, e Marivaldo viu sua paixão pelo Sport ser recompensada
O goleiro Alisson foi escalados para a seleção ideal da Fifa, Romário e Ronaldo são as inspirações de Lewandowski e Marivaldo viu sua paixão pelo Sport ser recompensada Crédito: Fifa/Divulgação
Em uma semana marcada por escolhas dos melhores da história e desta temporada, o retrato do futebol brasileiro traz uma imagem que vale a reflexão. Se na segunda-feira (14), a Revista France Football escalou Cafu, Ronaldo e Pelé entre os 11 maiores de todos os tempos, o Prêmio Fifa The Best recompensou apenas um jogador brasileiro: Alisson Becker, que mesmo sem ser eleito o melhor goleiro do mundo, figurou na seleção ideal da temporada 2019/2020.
Neymar, que muitos apostavam que poderia pintar na seleção ideal, não passou perto da escalação. Os atacantes escolhidos foram Lewandowski, Cristiano Ronaldo e Messi, os três que concorriam ao prêmio de melhor jogador do mundo, honraria que ficou com o atacante do Bayern de Munique e da seleção alemã. Merecido e incontestável. Neymar até jogou bola para estar entre os três, mas se jogadores, técnicos e jornalistas selecionados pela Fifa não pensaram assim, paciência.
Ao receber a premiação, Lewa deu uma declaração que mostra como a história do futebol brasileiro permanece muito viva. O atacante afirmou que Romário e Ronaldo sempre foram suas referências. “Quando eu era um jovem jogador eu lembro de ver Ronaldo e Romário jogando e eles foram grandes influências, grandes ídolos pra mim. O Brasil sempre teve jogadores incríveis, e eles mostravam um futebol mágico. E eu algumas vezes jogava com a camisa 11 por causa do Romário, que eu vi inúmeras vezes em campo", afirmou.
O legado do futebol brasileiro é tão significativo, que mesmo quando ele não vive seus melhores dias, permanece onipresente e segue referência para muitos. Mas não foi o único momento que o Brasil foi lembrado na cerimônia da Fifa. Em escolha um tanto contraditória, a entidade escolheu o goleiro Alisson para a seleção ideal da temporada pouco após anunciar Neuer como o melhor goleiro do mundo. Ninguém entendeu.
Alisson foi escolhido para a seleção ideal da Fifa
Alisson foi escolhido para a seleção ideal da Fifa Crédito: Liverpool/Divulgação
Polêmicas à parte, Alisson é um grande goleiro. O titular do Liverpool e da Seleção Brasileira, é seguro e eficiente sempre que necessário, e  merece estar entre os melhores. Mas chama à atenção mesmo o fato de ser o único brasileiro. Em outros tempos, o Brasil já esteve mais representado entre os melhores da atualidade. O que mostra que atualmente os principais jogadores do “país do futebol” não estão tão em alta assim, ou simplesmente é o atestado que o futebol por aqui não produz mais atletas tão diferenciados. Dura realidade.

O TORCEDOR BRASILEIRO NUNCA DECEPCIONA

Torcedor do Sport que anda 60 km para ver jogos ganha prêmio da FIFA
Marivaldo torce pelo Sport e anda 60 km para ver jogos do time do coração Crédito: Divulgação/FIFA
Valorizado mesmo está o torcedor brasileiro. Esse nunca decepciona. Fanático pelo Sport, Marivaldo Francisco da Silva é mais um desses personagens que merecem ser lembrados como patrimônio do futebol brasileiro. Ele recebeu o prêmio Fifa Fan Award 2020, destinado ao torcedor do ano. Afinal, não é sempre que se conhece a história de um torcedor pernambucano que caminha por 60 km entre a cidade de Pombos e a capital Recife para ir à Ilha do Retiro acompanhar o time do coração. Paixão que mereceu a recompensa.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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