A uma rodada do fim do Brasileirão, o Vasco vê o fim trágico no horizonte: o quarto rebaixamento de sua história. Sinônimo de vergonha e humilhação para um clube com uma das mais ricas histórias do futebol brasileiro e dono de uma torcida apaixonada, que mesmo sem ter momentos felizes há anos, permanece fiel.
Se houve dificuldade no comando, dentro de campo não foi diferente. Vários jogadores do elenco não têm condições de vestir a camisa do Vasco e outros já deviam ter encerrado seus ciclos no clube. Benitez e Cano são as referências do time e estão acompanhados de alguns que podem ter seus momentos, como Talles, Bruno Gomes, Leo Matos e outros. Até Castán, que sempre foi um dos pilares da equipe, fez uma péssima temporada.
Em determinado momento do campeonato,
o Vasco se apequenou e achou normal ser goleado. Sofreu derrotas elásticas para Atlético-MG (4 x 1), Bahia (3 x 0), Ceará (4 x 1), Grêmio (4 x 0), Athletico-PR (3 x 0), Bragantino (4 x 1) e Fortaleza (3 x 0). O time não mostrava reação, ficava extremamente abatido em campo. O Cruz-Maltino também deixou muitos pontos para trás contra rivais diretos. Perdeu para o Coritiba, em casa, por exemplo, jogo que escancarou a péssima fase.
Somado a todos estes percalços, os bastidores não ajudaram nem um pouco. Salários atrasados, crise financeira, poucos patrocinadores e eleição conturbada, que parecia não ter fim. O extra-campo em nada ajudou. No meio do caminho, a jornada vascaína já apontava que seu fim não seria dos melhores. Na próxima quinta-feira (25), o jogo contra o Goiás encerra o Brasileirão do Vasco da pior forma possível.