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É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia

O caminho do novo desenvolvimento passa pelas startups, hubs e labs

Grandes empresas perceberam que não conseguem ter a velocidade das pequenas na sua gestão e criaram a figura chamada de “corporate venture” para gerar startups perto do seu negócio

Publicado em 22/02/2020 às 05h00
Atualizado em 22/02/2020 às 05h01
Startups e negócios das empresas. Crédito: Divulgação
Startups e negócios das empresas. Crédito: Divulgação

Mais de 500 startups participam em São Paulo dos projetos de incubação e aceleração patrocinados por grandes empresas com seus hubs e labs. Negócios gerados nesses ambientes chegando à casa do bilhão de reais e a divulgação dos primeiros unicórnios brasileiros (empresas com valor de mercado de um bilhão de dólares) - e tudo com crescimento acelerado - mostram que o assunto startups não é mais uma coisa exótica ou marginal na economia.

Matérias recentes em "O Globo" apresentam os projetos de Itaú (Cubo), Bradesco (Habitat), Santander (Lab033), Google (Campus), Facebook (Estação Hack), Raizen (Pulse), Votorantim (State), Totus (iDEXO), além de algumas iniciativas independentes e especializadas.

O Next49+ abriga empreendedores mais experientes, o OasisLab é especializado no varejo, e a gigante Plug and Play, maior centro de startups do Vale do Silício (parcerias com 400 grandes companhias e 22 mil startups) abriu seu centro com a ideia de ajudar grandes empresas a inovarem, como por exemplo a Claro com seu projeto Claro Beon.

O Cubo do Itaú atualmente conta com 30 grandes corporações associadas em um prédio de 13 andares, o Habitat do Bradesco ocupa um prédio de dez andares e tem parcerias com o Porto Digital do Recife e a Acate de Santa Catarina, a Estação Hack, do Facebook, promete treinar este ano 50 mil jovens de todo o país em programação, por meio de cursos on-line e só aceita startups com impacto social.

Há uma preocupação para que metade delas seja dirigida por mulheres e que muitos dos empreendedores venham de regiões menos abastadas.

O governo paulista, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em março criará uma rede para interligar hubs públicos e privados do Estado e participar de uma plataforma internacional de inovação de Israel.

Grandes empresas perceberam que não conseguem ter a velocidade das pequenas na sua gestão e criaram a figura chamada de “corporate venture” para gerar startups perto do seu negócio. Aqui no Espírito Santo, a Findes criou, com algumas empresas parceiras, o FindesLab e a ArcelorMittal, Águia Branca e Sicoob montaram os seus hubs ou labs. Mas com poucas incubadoras e aceleradoras ainda estamos muito distantes do movimento paulista. O Fundo Soberano poderia ser um alavancador de iniciativas desse tipo, fundamentais para o futuro do Estado.

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