O governo Casagrande termina bem o ano de 2020. A gestão equilibrada da pandemia e o exercício da liderança com pactuação democrática, resultaram na aprovação do governador. “Apesar da queda na arrecadação, estamos terminando o ano com superávit nas contas públicas, através da melhoria na qualidade dos gastos”, revela o governador Renato Casagrande.
“Os desafios de 2020 vão continuar em 2021 - vamos manter o foco na gestão da pandemia e, ao mesmo tempo, na convivência com a pandemia”, diz o governador. Para ele, será preciso minorar o agravamento da crise social. “Com o término do Auxílio Emergencial, as pessoas vão precisar do amparo estatal e do engajamento das empresas e da sociedade.”
Diante da instabilidade sanitária, social e econômica, em contexto de crises intermitentes, Casagrande enfatiza a importância da manutenção da estabilidade política regional, tendo em vista a sua percepção da permanência da instabilidade nacional, aí entendida não apenas a instabilidade do governo federal. Na direção da estabilidade política, ele mostra cuidado com a manutenção das boas relações com os demais poderes. Isto inclui a sucessão da Mesa da Assembleia Legislativa, em fevereiro.
Já na direção da recuperação econômica, ele dá ênfase ao acordo sobre a repartição dos royalties do petróleo, em discussão no STF, e à renovação da plataforma logística do Estado, com os necessários investimentos nos gargalos da Serra do Tigre e do contorno de Belo Horizonte. São investimentos importantes para a consolidação do corredor centro-leste e a mudança de patamar do sistema portuário do Espírito Santo. Este sistema portuário precisa ser reinserido no projeto logístico brasileiro, buscando sinergias com as cadeias produtivas globais.
Tudo somado, o ano de 2021 tende a ser o “Dia D” do governo Casagrande. Há uma obra em construção. O Estado evoluiu para um arranjo institucional de convivência harmônica entre os três poderes. E construiu uma cultura de responsabilidade fiscal. Falta amalgamar uma cultura de desenvolvimento que tenha como alicerce uma coalizão público-privada voltada para a cooperação em torno de uma agenda consensual. Esta coalizão não está posta ainda. Na liderança do processo de transição política no Estado, Casagrande tem mirado a costura desta coalizão. Ela está no contexto de uma obra em construção.
Para atravessar 2021, com o recrudescimento da pandemia, o governador busca conciliar o imperativo da defesa da vida com a necessidade de sobrevivência econômica. Vem daí o esforço de união política para atravessar o rubicão, com a articulação de alianças políticas, sociais e empresariais. O caminho de um norte em construção, com visão estratégica de longo prazo.