No Espírito Santo, o resultado das eleições deste domingo (6) apontam uma nova realidade política, no processo de transição em curso no Estado.
Primeiro, confirmou-se a opção por boa gestão e entregas, e não por guerra ideológica.
A preferência pela gestão foi também resultante do cansaço da população com a polarização política.
É esse cansaço que acabou resultando em escolhas que apontaram o “caminho do meio”: a centro-direita aumentou a sua importância política no ES (como, aliás, no Brasil).
Aqui, a configuração partidária aponta para o crescimento do PP, do Podemos e do Republicanos.
E para a reemergência do MDB, do PSD e do União Brasil.
A centro-esquerda permanece com a força relativa do PSB do governador Renato Casagrande. E a batalha do PDT, do prefeito Vidigal, para manter a cidadela da Serra.
O PT e o PSOL perderam força. O PT, com foco na eleição de vereadores, está em fase de reemergência no Espírito Santo.
A sucessão, é claro, está em aberto. Estamos ainda em processo de transição política.
Por isso, é cedo para fulanizar quem estaria “forte” para disputar 2026.
Quem for “apressadinho” poderá, como se diz no popular, “comer cru”.
O que já sabemos é que o caminho do meio está a caminho.