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Economia local

Espírito Santo perdeu 3,2 mil lojas de varejo no segundo trimestre

Durante esse período, foram fechados no Brasil 135,2 mil estabelecimentos de varejo, causando a extinção de 500 mil vagas formais de trabalho

Publicado em 28 de Agosto de 2020 às 05:00

Públicado em 

28 ago 2020 às 05:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

Serra - ES - Serra - ES - Serra - ES - Algumas lojas abriram nesta sexta na Avenida Central em Laranjeiras mesmo após determinações do governos para conter o avanço do coronavírus.
Lojas de calçados, por exemplo, foram umas das que mais sentiram o impacto da crise em meio à pandemia Crédito: Vitor Jubini/arquivo
O Espírito Santo perdeu 3,2 mil lojas de varejo, com vínculo empregatício, só no segundo trimestre deste ano, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O impacto disso tem sido muito forte no emprego. Até o mês de julho, acumulou-se o fechamento de 25,3 mil postos de trabalho com carteira assinada no território capixaba. Vai terminar o ano no vermelho. A reversão seguirá lentamente, ao longo de 2021. Se nada atrapalhar.
No Brasil, foram fechadas 135,2 mil lojas de varejo, configurando a pior crise da história do setor em segundos trimestres. Três meses de puro inferno. O número de lojas que encerraram as atividades de abril a junho supera o total de 105,3 mil durante todo o ano de 2016, o auge da recessão recente, quando o PIB recuou 3,6%. Na visão do mercado, em 2020, o recuo do PIB deve passar de 5,4%. O grande buraco foi o segundo trimestre. Fala-se de recuo de até 13% em relação ao primeiro.
O Brasil contava com 1,34 milhão de estabelecimentos comerciais no início de 2020, e chegou a contabilizar 27 mil novos pontos de varejo nos três primeiros meses do ano. 135,2 mil lojas extintas significam 10% do total. Em consequência, deixaram de existir 500 mil vagas formais de trabalho conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A Confederação Nacional do Comércio mapeou as atividades com mortalidade mais intensa. Veja: lojas de utilidades domésticas (-35,3 mil estabelecimentos ou 12,9% do total existente antes da pandemia); vestuário, tecidos, calçados e acessórios (-34,5 mil lojas ou 17%); e comércio automotivo (-20,5 mil ou 9,9%). Foram os ramos mais impactados pela pandemia. O segmento que menos perdeu lojas foi o de produtos de informática e comunicação: - 1,2 mil, ou 3,6% no número de estabelecimentos em operação.
Por conta desse quadro, a expectativa da CNC é que o setor varejista encerre 2020 com saldo negativo de 88,7 mil lojas. O movimento de recuperação é fraco. O isolamento social foi flexibilizado, mas não abolido. Além disso, o desemprego é muito alto. A renda do consumidor caiu. A melhoria dessa situação será lenta, e espera-se que não seja dificultada por eventuais tempestades na condução econômica do país.
A questão fiscal (déficit monstruoso nas contas públicas) é uma grande ameaça à volta do crescimento. Guedes parece lutar sozinho dentro do governo - muito propenso à gastança -para não deixar o barco afundar.
E o comércio está mudando de cara. A CNC explica que mesmo com o pequeno avanço nas vendas a partir do meio do ano de certos bens não essenciais, o consumidor está cada vez mais adepto do comércio eletrônico. Essa mudança de hábito parece ter vindo para ficar. Em consequência, tende a tornar menos intensa a expansão do número de lojas físicas em todo o país.
Desde antes da pandemia, estava claro que as empresas que menosprezarem a atividade eletrônica não sobreviverão. Agora, ninguém pode duvidar disso. Implica também necessidade de readequação de normas tributárias - obviamente sem ampliar o custo Brasil. Nestas mudanças surge novo cenário para a contratação de mão de obra. A preparação de profissionais precisa estar bem focada.

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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