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É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Exportações do ES começam o segundo semestre em alta

O balanço dos embarques capixabas em julho mostra que para os principais produtos de nossa pauta exportadora o pior momento deste ano já passou

Publicado em 24/08/2020 às 05h00
Atualizado em 24/08/2020 às 08h45
Data: 08/01/2019 - ES - Vitória - Navio durante manobra na entrada do Porto de Vitória - Editoria: Economia - Foto: Carlos Alberto Silva - GZ
Porto de Vitória: saída de produtos da economia capixaba teve alta em julho. Crédito: Carlos Alberto Silva

O comércio internacional emite um rápido aceno de melhoria das exportações capixabas. De acordo com o Ministério da Economia, o valor dos embarques no litoral capixaba somou US$ 375,4 milhões em julho, uma alta de 3,3% ante mês antecedente. A quantidade também aumentou. Principalmente de minério de ferro. O volume embarcado em julho atingiu 1,37 milhão de toneladas. Quase três vezes mais do que em junho. Indica reação de mercado. Se vai continuar, não se sabe.

Pouca coisa? Sim, os números referentes a um mês sempre são pouca coisa. E são meramente pontuais. Não sinalizam tendência. Aliás, é arriscadíssimo falar agora sobre tendência do comércio exterior. Mas o balanço das exportações pelo Espírito Santo no início do segundo semestre sugere que para os principais produtos de nossa pauta começa a se dissipar o pior momento das operações de 2020. A principal notícia é esta. Não são os números. Se for confirmada nos próximos meses, contribuirá para injetar certo fôlego à economia capixaba, neste cenário tão difícil.

A fase mais dramática dos mercados que importam produtos capixabas (principalmente Estados Unidos e China) foi o segundo trimestre. As medidas de isolamento para conter a propagação da Covid-19 levaram à paralisação em massa de indústrias. Preços de produtos caíram e as negociações de compra e venda ficaram mais complicadas.

Também foram interrompidos fluxos de investimentos em toda parte. Não há dúvida de que o restabelecimento será muito lento e cauteloso. A velocidade daqui para frente dependerá de muitos fatores, e nem todos serão sequelas da pandemia. Há outros de grande peso como, por exemplo, a eleição presidencial nos Estados Unidos, em novembro.

Os embarques de minério de ferro cresceram, mas nem todos os itens da pauta exportadora capixaba estão bombando neste início de semestre. Cada mercado tem o seu comportamento. As exportações de óleo bruto de petróleo do Espírito Santo despencaram. Queda de 70% de junho para julho. Vale lembrar que o minério de ferro responde por 35% das vendas do Estado para o exterior, mas o aquecimento das encomendas depende diretamente do desempenho da siderurgia, e a produção mundial de aço caiu 6% no primeiro semestre.

A Confederação Nacional da Indústria calcula que haverá queda de pouco mais 8% nas exportações brasileiras em 2020. É uma projeção otimista, diante do prognóstico de queda de mais de 11% feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A recuperação do terreno perdido é um desafio à competitividade de cada exportador.

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