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Crise

Economia capixaba sente mais a retração internacional

O valor das exportações capixabas diminuiu 11,65% no 1° semestre deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Já as exportações do Brasil sentiram menos a retração da demanda mundial e tiveram queda menor: 7%

Públicado em 

13 jul 2020 às 05:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

Vista aérea do Porto de Vitória
Vista aérea do Porto de Vitória: exportações e importações mostram o impacto da crise na economia local Crédito: Codesa/Divulgação
O impacto da pandemia no comércio exterior do Espírito Santo é muito forte. Ficou mais difícil exportar, porque a demanda mundial diminuiu e o protecionismo aumentou. As importações também se complicaram, em consequência de dois fatores: um, a alta valorização do dólar. O real derreteu-se 30% no primeiro semestre, o pior desempenho entre as moedas do mundo. Ultrapassou as quedas do rand sul-africano e do bolívar venezuelano; dois: o mergulho do país na recessão, reduzindo drasticamente o consumo doméstico e as compras (de insumos e bens de consumo) no exterior.
Neste contexto, nos seis primeiros meses deste ano comparados ao mesmo período do ano passado, a corrente de comércio (soma das exportações com as importações) capixaba teve contração de 11,65%, conforme mostram os dados do Ministério da Economia. A causa principal foi a queda de 27,9% nas exportações. As importações apresentaram crescimento de 9% no acumulado no semestre - isso em função do desempenho no período pré-Covid-19, mas a partir daí foram perdendo fôlego. Em junho, despencaram 43% na comparação com o mês anterior.
Redução de corrente de comércio significa perda de espaço no comércio exterior, fato que tem consequência ruim para qualquer economia, mas sobretudo para o Espírito Santo, devido ao elevado grau de abertura ao setor internacional. A "Resenha de Conjuntura", do Instituto Jones dos Santos Neves, sobre a balança comercial 2020 assinala que a crise atual "afeta negativamente o comércio exterior capixaba com mais força que o impacto causado no país.
Nessa perspectiva, enquanto o comércio exterior capixaba apresentou contração de 30,01%, na comparação interanual, no Brasil o recuo foi menor, em -9,78%". No primeiro semestre, enquanto a corrente de comércio do Espírito Santo caiu 11,65%, a do Brasil retrocedeu bem menos: -6,26%, influenciada tanto pelas exportações (-7%) quanto pelas importações (-5,2%).
As transações entre países se complicaram. Todos querendo exportar mais e, ao mesmo tempo, importar menos. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria revela que 57% das empresas brasileiras tiveram suas vendas ao exterior diminuídas entre abril e maio. Entre elas, 42% declararam que redução do valor foi de mais de 50%. Neste período, 70% das empresas brasileiras importaram menos.

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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