Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Economia em crise?

Pandemia não freia importações de aviões e de carros pelo ES

Importações de aviões (turbojato e outros) pelo Espírito Santo atingiram US$ 158,9 milhões nos quatro primeiros meses de 2020. A de automóveis chegou a US$ 65,8 milhões - contrastando com a queda da produção automobilística brasileira

Públicado em 

05 jun 2020 às 05:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

Data: 15/03/2006 - ES - Vitória - Do Morro do Atalaia, a vista do Porto de Peiu, em Vila Velha, e, ao fundo, o Porto de Vitória. Editoria: Cidades- Foto: Carlos Alberto da Silva - GZ
Complexo portuário de Vitória: entrada e saída de mercadorias Crédito: Carlos Alberto da Silva
Em plena pandemia, a importação de aviões (turbojato e outros) pelo Espírito Santo está voando alto: atingiu US$ 158,9 milhões. A de automóveis, US$ 65,8 milhões (contrastando com o retrocesso de 15 anos na produção da indústria automobilística brasileira). Esses produtos constam da relação dos que têm maior participação nos desembarques pelo litoral capixaba. Os dados são do Ministério da Economia, e referem-se ao período de janeiro a maio deste ano. Parecem descolados do drama do país, cujo PIB caiu 1,5% no primeiro trimestre.
As importações de aviões e carros chamam a atenção sobretudo por três aspectos. Primeiro, obviamente, pelo fato de o contexto de crise não ter derrubado (ou postergado) muitas decisões de compra no exterior. Segundo, porque essas decisões estão sendo desencorajadas pela forte desvalorização do real frente ao dólar, que encarece os produtos estrangeiros.
Por certo, esse ímpeto se justifica na visão de cenários futuros. Não é à toa. Nem inconsequente. Terceiro, pela capacidade que demonstra o mercado do luxo (que no ano passado movimentou R$ 26 bilhões no Brasil) de resistir - embora fragilizado, como todos os demais -, à tempestade e nela se reinventar, buscando oportunidades e mantendo o poder de sedução.
A propósito, o comercio exterior capixaba não vai bem em 2020. Sente a desaceleração do mercado global. De janeiro a abril, as exportações recuaram 23% comparadas ao mesmo período do ano passado. O saldo da balança comercial do Estado ficou negativo em US$ 75 milhões. Mas há uma fresta por onde se vê resultados positivos. Está nas importações, que cresceram 6,7%, em valor, nos quatro primeiros meses do ano. No acumulado em 12 meses, elas cresceram 22,9%, enquanto no Brasil, neste período, houve retração (-2%).
O dado mais agradável, porém, está no conteúdo das importações pelo nosso litoral: 30% são bens de capital (máquinas, ferramentas, equipamentos etc. para a produção). É o percentual mais alto desde 2014, quando o Brasil entrou em recessão. Significa que, mesmo na crise, existem muitas atividades investindo. Há diferentes visões sobre os desempenhos dos mercados doméstico e internacional após o flagelo do coronavírus.

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Brasil vence a Croácia no último jogo antes da convocação para a Copa
Imagem de destaque
Cetaf perde para Tatuí e entra na lanterna da Liga Ouro de basquetec
Imagem de destaque
Novos documentos mostram "contabilidade" do esquema de tráfico com policial do Denarc

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados