Com a chegada de Manu, Quim Quim e Tom Tom, trazidos de São Paulo por Manaira e Gustavo, tios de uma e pais dos dois, comemoramos a abertura oficial da famosa Creche da Vovó Carol. Para animar a festa, na próxima semana, também vindos de lá, entrarão pelo portão Tetheo e Biel e a mãe Dani. Os netos Alice e Gael, residentes na cidade, já passaram o sábado com os primos e voltarão com boa frequência para as risadarias, as correrias, os lero-leros, as implicâncias e as disputas de costume.
Os preparativos do local incluíram montar uma árvore de Natal até o teto, fazer um par de baquetas de bambu, trocar as pilhas do controle da TV lá da frente (para evitar amontoação de menino na minha cama), tirar do armário farto material de desenho, caixas de joguinhos infantis e nem tanto, além de brinquedos e bola de futebol, lubrificar as rodas do carrinho de rolimã do verão passado e providenciar a instalação de um pula-pula de uns 3 metros de diâmetro na varanda da frente.
Numa ida preventiva ao supermercado compramos biscoitos, pão de queijo e frutas para todos e brócolis para Tom Tom. Da Vila Rubim, trouxemos um saco com um quilo de jujuba para distribuição em momentos adequados, de uma em uma, sempre a título de recompensa por bons modos e bem feitos. Trata-se do melhor investimento de R$ 9,00 que se pode fazer, tamanho o sucesso dos rendimentos.
Ontem, a pedido de Quim Quim, cortei galhos carregados de vagens secas do pé de pata de vaca na rua, pra ele tirar as sementes e levar na bagagem de volta. Talvez por acreditar nos super poderes do avô, ele também pediu uma casinha em cima de uma árvore, o que dificilmente conseguirei atender nesta temporada.
Como parte dos festejos, no sábado, aconteceu um longo e animado churrasco de adultos, enquanto as crianças maiores faziam piquenique em cima da casa, subindo e descendo pela nossa gloriosa goiabeira. Falando nisso, o campeonato de “quem tira mais goiaba” já está em andamento, com Manu na liderança, mesmo assistindo aulas e fazendo provas on-line e cuidando de um filhote de Bem-te-vi, recolhido no caminho de volta da praia. Satisfeito com a mistura de fubá e ovo e batizado de Beija-mim, ele fica chamando a mãe, aos gritos, pousado no dedo da sua ama seca.
Para não perder a mania, fui fazendo colheres para dar de casamento para a minha primeira sobrinha-neta que, espantada pela minha cara barbuda, me chamava de Papaco. Inclusive ao levar os netos menores lá do final da rua pra ver navios, ondas, tartarugas, aviões e urubus voando.
Tudo isso em meio às notícias de um querido amigo com Covid e da perda do grande Hélio Demoner, a quem não via faz muito tempo.