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Aos poucos a modernidade se instala por aqui, provavelmente pra ficar

Só não sei como Amora, nossa arara, vai reagir ao notar que as cascas de frutas e legumes estão sendo dadas para as minhocas da composteira recém-adquirida

Públicado em 

30 out 2020 às 05:00
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Arara
Amora está novamente dócil, após uns cinco dias gritando que nem uma arara mal-educada Crédito: Couleur/Pixabay
Amora está novamente dócil e conversadeira, após uns cinco dias gritando que nem uma arara doidinha e mal-educada. Ficamos preocupados que o barulho estivesse incomodando a nossa vizinha de muro, sua admiradora declarada. Não tenho explicações sobre o que a fez ficar nervosa nem o que contribuiu para sua volta à normalidade. Tratei de pedir novamente ajuda a uma amiga cachoeirense que se vale de Florais de Bach para curar estados de alma dos bichos, incluindo os de ciúme, carência, ira, desconfiança, possessividade, traumas e um tal comportamento de reizinho mandão.
Fico imaginando que a chegada de Bebel, nossa filha do meio, para passar uns dias conosco, pudesse ter sido o gatilho que desencadeou praticamente todos esses comportamentos, tão humanos, em um animal coberto de penas e com um bico poderoso. Nestes tempos de recolhimento, de casa vazia, é bem provável que Amora estivesse se considerando dona do pedaço, merecedora de todas as atenções do casal. Vai saber.
É bom que se diga que ontem ela passou o dia muito bem. Não gritou nem uma vez, não jogou os potinhos de água e comida no chão, aceitou docilmente que Bebel coçasse sua cabeça e foi dormir de barriga cheia, sem reclamar.
Só não sei como ela vai reagir ao notar que as cascas de frutas e legumes estão sendo dadas para as minhocas da composteira que Carol achou por bem comprar. As duas moças que vieram entregá-la se mostraram entendidas no assunto e entusiastas da tal permacultura. Elas trouxeram uma de três andares dotada de rodinhas, um tanto de compostagem já pronta, 270 minhocas californianas e um pacote de serragem, além de folhetos informativos. Daqui pra frente, ao menos em tese, não será preciso comprar adubo para colocar nas plantas do jardim e na nossa horta suspensa.
A coisa tem tudo pra dar certo, a exemplo do que acontece com a que nossa filha Manaira, instalou, com sucesso total, na varanda do seu apartamento, em São Paulo. Faz pouco tempo, uma grande amiga nossa, dona de jardim exemplar, aderiu à novidade e também está aguardando os primeiros resultados.
Nunca me ocorreu que um dia teríamos minhocas trabalhando o dia inteiro pra que pudéssemos adubar sistematicamente as duas jabuticabeiras, os pés de pitanga, de romã, de cajá, a goiabeira campeã de 2020 e, de quebra, o ipê branco que plantamos na entrada da casa, que cresce muito lentamente e ainda não se dignou a florir.
Ao juntar a chegada da composteira com a aquisição recente de uma potente câmera fotográfica dotada de celular, posso dizer, sem medo de errar, que aos poucos a modernidade está se instalando por aqui, provavelmente pra ficar.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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