Os sócios da Clarus Investimentos, empresa de São Paulo que apresentou uma proposta de reorganização e de reestruturação da Apex Partners, possuem relação com a Arandu, que vem a ser a casa que assumiu a Reag Investimentos, braço do para lá de encrencado Grupo Reag.
A gestora fundada, em 2013, por João Carlos Mansur (que acaba de fechar uma delação premiada), está envolvida nas operações Compliance Zero (que investiga as fraudes dentro do esquema do Banco Master) e Carbono Oculto (que investiga o PCC).
Em janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da antiga Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. De acordo com o BC, a motivação foram "graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)".
Alexandre Paulo da Silva, Angelo Cristofaro Júnior e Tiago Reis de Atahyde Matta são os sócios da Clarus, fundada há exatamente um ano, em setembro do ano passado. Na ata da assembleia geral extraordinária de 21 de novembro de 2025, que transformou a Reag em Arandu Investimentos, Tiago Reis de Atahyde Matta assina pela Arandu Partners Holding. Angelo Cristofaro Júnior, por sua vez, em seu perfil no LinkedIn, se apresenta como executivo da Arandu. Há um ano, ele compartilhava ter começado como gerente da Reag Asset Management.
Na Compliance Zero, a Polícia Federal investiga um enorme escândalo de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e emissão de títulos de crédito falso ligados ao Banco Master, do banqueiro Daniel Vocaro. As investigações, que estão no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro André Mendonça, têm desdobramentos no mundo político e jurídico. Trata-se de um dos maiores escândalos da história recente do país (e olha que a competição é bastante dura neste quesito...).
Na Carbono Oculto, Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Federal revelaram como o crime organizado usava postos de combustíveis para esconder o patrimônio e lavou dinheiro usando fundos de investimentos e demais estruturas financeiras.
A capixaba Apex Partners enfrenta uma grave crise - econômica e de confiança - desde começo de agosto, quando parte do comando da empresa, sob a acusação de "gestão temerária e má-fé", foi afastada pelos acionistas. De lá para cá, muita briga na Justiça e o reconhecimento de um endividamento que beira R$ 1 bilhão. Importante destacar que os sócios da Apex Partners ainda não definiram nada sobre a proposta feita pela Clarus. A reunião será no dia 7 de setembro, portanto, não há de concreto nada entre as duas instituições.
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