O Extrafruti, um dos maiores atacados de frutas, verduras e legumes do Espírito Santo, está para passar por uma importante mudança em seu quadro societário. A encrencada Americanas, por meio do Hortifruti, tem 10% da companhia capixaba e fechou um acordo para vender a sua fatia aos demais sócios, entre eles está o Grupo Coutinho, dono do Extrabom. O contrato foi assinado no final de junho e a expectativa é de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) libere a operação nos próximos dias.
Há muito tempo que os sócios capixabas queriam comprar os 10% da Americanas. "Era um desejo antigo. O Hortifruti entrou na sociedade em 2012, bem antes de ser comprado pela Americanas (em 2021). A ideia era de que o Extrafruti pudesse ser um fornecedor do Hortifruti, de que houvesse uma sinergia, mas isso nunca aconteceu. As conversas para a compra vinham de algum tempo e agora acabou dando certo", explica uma fonte próxima do assunto
As ações da Americanas na companhia capixaba estavam fora do processo de recuperação judicial por que passa a empresa de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, três das maiores fortunas do Brasil, desde 2024. "Foi uma negociação direta com o comando da empresa, que, agora, precisa de uma sinalização positiva do Cade".
A crise da Americanas não afetou em nada o Extrafruti. "Não tinham poder de veto e a nossa expansão nunca dependeu de financiamento vindo da Americanas. O que está acontecendo é uma reorganização societária. A operação da companhia segue normal, como sempre esteve".
Em 2025, o Extrafruti faturou R$ 640 milhões. A meta, para 2027, é alcançar os R$ 700 milhões. Importante lembrar que o Extrafruti está na sociedade da CasaFruti, rede em expansão e que concorre no mesmo campo do Hortifruti.
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