A Secretaria de Estado da Agricultura trabalha para aumentar a aproximação com a Embrapa. Importante lembrar que o Espírito Santo é um dos poucos estados do Brasil que não tem uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Há poucos dias, quem rodou pelas propriedades capixabas foi Rodolfo Oliveira, chefe da Embrapa Café, braço responsável pelo desenvolvimento da maior cultura do agronegócio capixaba.
"A força do café é impressionante no Espírito Santo. Vimos isso de Norte a Sul do Estado. E com um detalhe muito importante e que é fundamental para o desenvolvimento de estratégias e tecnologia: tem muito volume de produção tanto de arábica como de conilon. É um caso único no Brasil", assinalou Oliveira.
Na visão dele, os produtores capixabas, com o apoio dos governos, academia e demais instituições, precisam focar em subir a régua para conseguir mais produção e acessar mais mercados. "O trabalho no Espírito Santo já é muito bom, mas precisamos subir ainda mais a régua. Estou falando de melhores processos como o de secagem, por exemplo. Já tem um projeto para substituir a lenha pelo gás natural. Como ampliar? Como acelerar? É uma ótima para o produtor, aumenta a eficiência, e tem a questão da transição energética, ajuda a aumentar o leque de mercados que podemos acessar. Também temos que incentivar as cooperativas a fazerem concursos de qualidade, para termos mais cafés especiais. Temos que ter a commodity e também os especiais, é subir a produção como um todo. E, por fim, temos que nos comunicar melhor com o mercado, falar mais o que de bom está sendo feito aqui dentro".
O chefe da Embrapa Café ficou bem impressionado também com a articulação entre os integrantes da cadeia do agro capixaba. "Gostei muito da interlocução entre as mais variadas instituições. Muito interessante. É possível trazer a Embrapa mais para dentro deste ecossistema, apoiando bons projetos, focando no corpo técnico, ampliando conhecimento, aumentando produtividade e agregando valor à cadeia do café capixaba".
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