Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Colunas
  • Abdo Filho
  • Royalties do petróleo no STF: voto de Cármen Lúcia abre portas e pedido de vista se confirma
Coluna Abdo Filho

Royalties do petróleo no STF: voto de Cármen Lúcia abre portas e pedido de vista se confirma

Treze anos depois, finalmente a ministra Cármen Lúcia, relatora das ações sobre a redistribuição dos royalties do petróleo no STF, leu o seu voto pela inconstitucionalidade da lei

Publicado em 07 de Maio de 2026 às 17:30

Públicado em 

07 mai 2026 às 17:30
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho Abdo Filho
Ministra Cármen Lúcia discursa no plenário do Supremo Tribunal Federal, em Brasília Divulgação/STF

Treze anos depois, finalmente a ministra Cármen Lúcia, relatora das ações sobre a redistribuição dos royalties do petróleo no Supremo Tribunal Federal (STF), leu o seu voto pela inconstitucionalidade da lei que mudou as regras. Nas quase duas horas de fala, ela acolheu as principais argumentações dos estados produtores - Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo - e abriu as portas para um final favorável a eles. Como já era esperado por quem acompanha de perto o andamento do processo, o julgamento, por causa de um pedido de vista, não acabou. No caso, do ministro Flávio Dino (que, aliás, deu indicativos de que não irá votar com a relatora quando a questão for retomada).

Por ora, três pontos favoráveis aos produtores: a confirmação do voto da relatora no mérito da ação, 1 x 0 no placar da votação e, com o pedido de vista, a manutenção da situação atual por mais algum tempo.

Na construção de seu voto, a ministra chamou a atenção para pontos como pacto federativo e desequilíbrio financeiro. "A lei aprovada em 2012 não alterou apenas os percentuais de royalties e participações especiais a serem distribuídos, mas todo um modelo adotado. Estamos falando de uma espécie de reorganização da organização federal brasileira. É algo que desestabiliza o equilíbrio federativo. O constituinte prevê os royalties como compensação e indenização para onde acontece a atividade".

Cármen Lúcia vai além e entra no mérito da cobrança de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), que, no caso dessa indústria, é cobrado no destino e não na origem, portanto, beneficiando os não produtores. "Trata-se de um grave problema federativo, afinal, os produtores, além de não ficarem com o ICMS, perderiam também os royalties. Um desequilíbrio ainda mais acentuado, com impactos na estabilidade fiscal e política". Pelas contas da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), os Estados não produtores receberam R$ 64 bilhões por meio desse imposto no ano passado.

Em 2025, governo do Espírito Santo e municípios capixabas arrecadaram R$ 2,4 bi com royalties e participações especiais. Só o Estado, levando em consideração os valores do ano passado, perderia R$ 500 milhões caso o STF considere legal a lei aprovada pelo Congresso lá em 2012. No Rio, responsável por 87% da produção brasileira de petróleo, a situação é bem mais complexa: governo e prefeituras levaram R$ 45 bilhões, em 2025. Só o governo perderia R$ 9 bilhões. 

Veja Também 

Imagem de destaque

Reforma tributária x incentivos fiscais: a estratégia a ser costurada no ES

Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy

O potencial do parque logístico do Sul do ES em um número

Compras de até US$ 50 na Shopee e Shein não terão mais isenção de importação

Shopee inaugura primeiro centro de distribuição no Espírito Santo

Cesan prevê obras de ampliação de rede de esgoto em Cariacica e Viana

Grupo europeu assume esgoto de oito cidades do Espírito Santo

Imagem de destaque

"O ES é fundamental no reposicionamento da Vale", afirma presidente da companhia

Imagem de destaque

Investimento bilionário no ES: presidente da ArcelorMittal se diz mais otimista

Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Revolução das barragens: agro mais tranquilo mesmo com o ES sob pressão hídrica
Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 06/08/2026
Imagem de destaque
Editais e Avisos - 06/08/2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados