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Economia

Registro de imóveis: correção das taxas dos cartórios avança no TJES

Está na pauta administrativa do plenário do Tribunal de Justiça do Espírito Santo o debate sobre a correção dos valores que os cartórios do Espírito Santo cobram para registrar um imóvel

Publicado em 13 de Maio de 2024 às 18:29

Públicado em 

13 mai 2024 às 18:29
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho Abdo Filho
Prédios na Orla de Itaparica
Prédios da orla de Itaparica, em Vila Velha Crédito: Fernando Madeira
Está na pauta administrativa do plenário do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) o debate sobre a correção das taxas que os cartórios do Espírito Santo cobram para registrar um imóvel. Desde 2001 que a tabela está sem atualização, com isso, quem compra um apartamento de mais de R$ 201 mil (preço de um apartamento de padrão alto na época) paga o valor máximo de emolumentos cobrados pelos cartórios. Hoje, imóveis de R$ 200 mil estão dentro do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo federal. Se a tabela tivesse sido corrigida pela inflação (IPCA) nas últimas duas décadas, pagaria o valor máximo de taxas quem comprasse um imóvel de R$ 764,6 mil.
Importante dizer que os emolumentos (cobrança pelos serviços cartoriais) vêm sendo reajustados. O que parou no tempo foi o valor dos imóveis, criado justamente para impor aos mais ricos um preço maior a ser pago pelo registro do imóvel. Sem a correção, o contingente de compradores que pagam o teto só faz crescer, criando uma enorme distorção no sistema.
Desde que as entidades ligadas ao mercado imobiliário - Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) e Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) - começaram a pressionar para que o tema fosse discutido, no início da década passada, nunca o assunto esteve tão avançado dentro do Tribunal de Justiça. Nas duas últimas sessões a decisão foi adiada, mas a correção da tabela segue na pauta. O plenário do TJES, composto por todos os desembargadores do Estado, reúne-se todas as quintas-feiras.
Ainda não se sabe se será feita uma correção da tabela ou se o Tribunal de Justiça irá propor um novo modelo, o texto a ser analisado pelos desembargadores está sob sigilo. Se for uma correção de valores, o próprio TJ define. Caso o método seja modificado, a proposta terá de ser enviada para a Assembleia Legislativa.
Acionado, em 2022, por Ademi e Sinduscon, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acompanha de perto o desenrolar da questão. O sentimento dentro da indústria da construção civil é de esperança. A ver as cenas dos próximos capítulos.

Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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