O presidente da Cesan, Munir Abud, prometeu, enfim, solucionar os problemas de saneamento enfrentados pela Serra, a maior cidade do Espírito Santo. Em discurso na cerimônia em que foi dada a ordem de serviço para a conclusão das obras de duplicação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Manguinhos (de 100 litros para 200 litros por segundo), no final da tarde desta quarta-feira (27), ele afirmou:
"Estamos trazendo uma estação modular, com capacidade para tratar 15 litros de esgoto por segundo, que será instalada no Civit II. Estará funcionando em até 40 dias e resolve os problemas atuais de viabilidade enfrentados pela construção civil. No começo de 2027, a duplicação da estação de Manguinhos estará pronta. O nó do esgoto da Serra será desatado. Pode anotar aí. Nem tudo se resolve com essas duas intervenções, mas faremos novos e fortes investimentos nos próximos anos. Os problemas de saneamento da Serra estão com os dias contados", prometeu Abud.
Há meses, entidades e empresários do mercado imobiliário reclamam da dificuldade para obter viabilidade de obra na Serra. Segundo eles, o grande problema é a falta de lugar para destinar o esgoto gerado pelos novos empreendimentos. O sistema está no limite. No começo de abril, eles se reuniram com o governador do Estado, Ricardo Ferraço, e relataram a situação.
"Recebi os empresários, há algumas semanas, no Palácio Anchieta. Temos de ter humildade para reconhecer que estamos atrasados. Essa duplicação já era para estar pronta, mas tivemos problema com a empresa contratada para fazer a obra. A Aegea (que toca a concessionária Ambiental Serra, uma PPP junto com a Cesan) vai ser a responsável pela obra e a entrega será em fevereiro de 2027. Isso aqui, junto com o sistema modular, vai destravar o crescimento da construção civil, mas a solução definitiva para a Serra, que suporte a expansão da cidade, passa por algo maior, por investimentos mais amplos. Está sendo estudada a instalação de um emissário submarino, que seria algo definitivo, mas claro, ainda estamos no debate. Caso surja algo melhor, vamos analisar também", afirmou o governador.
Weverson Meireles, prefeito da Serra, se mostrou aliviado. "Tínhamos uma situação que não era simples. Uma fila de empreendimentos parados, sem viabilidade. Vamos destravar isso daí a partir do diálogo entre setores público e privado. Tudo feito com maturidade".
Douglas Vaz, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo, confirmou os avanços. "Tínhamos vários entraves, tudo por causa da falta de viabilidade sanitária. O ganho será enorme com os investimentos anunciados hoje. O crescimento da Serra é forte e são vários os projetos imobiliários, a infraestrutura precisa acompanhar".
O investimento total feito na ETE de Manguinhos fica na casa dos R$ 70 milhões (primeira, entregue nesta quarta, e segunda fases). A duplicação, que será entregue em fevereiro do ano que vem, custará cerca de R$ 40 milhões. A ETE de Manguinhos é estratégica por ser a maior da cidade e por atender os bairros de maior dinamismo imobiliário da Serra.
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