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Coluna Abdo Filho

Dinheiro do petróleo: Espírito Santo tem a pior arrecadação em uma década

Os números deixam bem evidente que o setor, que reponde por mais de 20% do PIB industrial capixaba, vem em franco encolhimento

Publicado em 04 de Maio de 2026 às 03:00

Públicado em 

04 mai 2026 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Anna Nery
Navio-plataforma Anna Nery, da Petrobras, na Bacia de Campos Carlos Alberto Silva

O ano de 2025 foi, para o Espírito Santo, o mais magros em termos de faturamento com royalties e participações especiais em cima da exploração do petróleo desde 2015. Estado e municípios faturaram, no geral, R$ 2,398 bilhões, no ano passado. Em 2019, foram R$ 5,52 bilhões, portanto, a queda foi de 56,5% no período. Em 2015, a arrecadação ficou em R$ 3,71 bilhões. Os dados, corrigidos pela inflação (IPCA) do período, foram levantados pela Aequus Consultoria. Cabe frisar que os números de 2019 foram inflados pelo pagamento de um acordo que o governo capixaba fez com a Petrobras em relação ao campo de Jubarte, o maior e mais produtivo da história da indústria do petróleo do Espírito Santo.

Os royalties são uma compensação paga pelas petroleiras para União, estados e municípios por causa da atividade extrativa. A participação especial só se dá em cima de campos com grandes volumes de produção e alta rentabilidade (caso de Jubarte).  
 
Os números deste tipo de arrecadação deixam bem evidente que o setor, que responde por mais de 20% do PIB industrial capixaba, vem em franco encolhimento. A redução das distribuições de royalties é um dos efeitos colaterais da não renovação dos nossos campos de produção e, consequentemente, da queda na extração de óleo e gás natural.

Arrecadação dos últimos dez anos (corrigida pela inflação e em R$):

2015: 3,71 bi
2016: 2,5 bi
2017: 3,25 bi
2018: 4,48 bi
2019: 5,52 bi
2020: 3,14 bi
2021: 4,36 bi
2022: 3,77 bi
2023: 2,47 bi
2024: 2,96 bi
2025: 2,39 bi

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Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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