O ano de 2025 foi, para o Espírito Santo, o mais magros em termos de faturamento com royalties e participações especiais em cima da exploração do petróleo desde 2015. Estado e municípios faturaram, no geral, R$ 2,398 bilhões, no ano passado. Em 2019, foram R$ 5,52 bilhões, portanto, a queda foi de 56,5% no período. Em 2015, a arrecadação ficou em R$ 3,71 bilhões. Os dados, corrigidos pela inflação (IPCA) do período, foram levantados pela Aequus Consultoria. Cabe frisar que os números de 2019 foram inflados pelo pagamento de um acordo que o governo capixaba fez com a Petrobras em relação ao campo de Jubarte, o maior e mais produtivo da história da indústria do petróleo do Espírito Santo.
Os royalties são uma compensação paga pelas petroleiras para União, estados e municípios por causa da atividade extrativa. A participação especial só se dá em cima de campos com grandes volumes de produção e alta rentabilidade (caso de Jubarte).
Os números deste tipo de arrecadação deixam bem evidente que o setor, que responde por mais de 20% do PIB industrial capixaba, vem em franco encolhimento. A redução das distribuições de royalties é um dos efeitos colaterais da não renovação dos nossos campos de produção e, consequentemente, da queda na extração de óleo e gás natural.
Arrecadação dos últimos dez anos (corrigida pela inflação e em R$):
2015: 3,71 bi
2016: 2,5 bi
2017: 3,25 bi
2018: 4,48 bi
2019: 5,52 bi
2020: 3,14 bi
2021: 4,36 bi
2022: 3,77 bi
2023: 2,47 bi
2024: 2,96 bi
2025: 2,39 bi
Veja Também
Receita Federal libera nova área de contêineres do Porto de Vitória
"Espírito Santo vai ter que se reinventar", avisa tributarista
Exportadores de café do ES projetam forte alta nas vendas
Fabricante de cosméticos do Espírito Santo constrói fábrica no Sul da Bahia