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Coluna Abdo Filho

Com ferrovia funcionando, Vports quer dobrar movimento de gusa por Vila Velha

O Porto de Vitória é, há muito tempo, um importante movimentador de ferro-gusa - matéria-prima da siderurgia que vai em grande quantidade para os Estados Unidos

Publicado em 24 de Abril de 2026 às 02:54

Públicado em 

24 abr 2026 às 02:54
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Local onde fica a pera ferroviária do Complexo Portuário de Vitória Divulgação/Vports

A nova moega ferroviária do Complexo Portuário de Vitória, que possibilitará a volta da operação de trens a plena capacidade dentro do porto, será inaugurada em julho. Em agosto, já tem navio programado para ser carregado com ferro-gusa utilizando o novo investimento. A Vports, concessionária responsável pelo complexo, acredita que o movimento da carga dobrará - de 500 mil toneladas por ano para 1 milhão de toneladas/ano - com a nova estrutura de descarregamento em funcionamento.
 
"A moega é um marco relevante, afinal, possibilitará a volta definitiva dos trens para dentro do porto, mas estamos falando de algo maior. Começa com a recuperação de toda a estrutura ferroviária de dentro do porto, tem o contrato com a Multilift, que terá um berço com capacidade de receber navios maiores (55 mil toneladas) do que o terminal atual de gusa recebe (40 mil toneladas), e a parceria com a VLI, que é a concessionária responsável pela ferrovia. O investimento na moega é da casa dos R$ 16 milhões, mas estamos falando, no todo, de aportes que superam os R$ 130 milhões. É aumento de capacidade, eficiência e, consequentemente, de produtividade. Estamos muito animados, é mais uma sinalização importante que estamos dando ao mercado. Vamos começar com gusa, mas iremos para outros tipos de carga", disse o CEO da Vports, Gustavo Serrão.
     
O Porto de Vitória é, há muito tempo, um importante movimentador de ferro-gusa - matéria-prima da siderurgia que vai em grande quantidade para os Estados Unidos. Hoje, o cais de Paul é utilizado. Além de o berço receber navios menores, não consegue receber vagões grandes, por isso, um transbordo precisa ser feito antes, no terminal de Aroaba, na zona rural da Serra. "Vindo direto é o que chamamos de um tombo a menos. Menos tempo gasto, menos estrutura e mais eficiência, tanto na ferrovia como no embarque marítimo. Vamos sair de uma estrutura que tem capacidade para 6 mil toneladas por dia para outra com capacidade para 15 mil toneladas diárias", assinalou Serrão. 

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Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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