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Coluna Abdo Filho

O marasmo que virou a produção de petróleo no Norte do Espírito Santo

O grande nó está crise da Seacrest, companhia norueguesa que arrematou os maiores ativos da Petrobras no Norte capixaba e que, desde o ano passado, enfrenta gravíssima crise

Publicado em 21 de Abril de 2026 às 03:00

Públicado em 

21 abr 2026 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Polo Cricaré, da Seacrest Petróleo, no Norte do ES
Polo Cricaré, da Seacrest Petróleo, no Norte do ES Seacrest/Divulgação

O final da década passada e o começo da atual foi de euforia na indústria de óleo e gás com a saída da Petrobras de determinados campos e a entrada das chamadas 'junior oils' (companhias independentes, de menor porte, especializadas na recuperação de campos e aumento de produtividade) no mercado. A expectativa geral, até pelo perfil das novas entrantes, era de que a produção subisse forte, mas... Em vários lugares do país há casos de sucesso, mas, na média geral, o mesmo não pode ser dito para os campos em terra (onshore) do Norte do Espírito Santo, onde a Petrobras, no Estado, fez mais operações de desinvestimento.

Em 2014, a produção onshore de petróleo, no Espírito Santo, ficou em algo perto de 14 mil barris por dia. No ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural organizado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), foram 7,4 mil barris/dia. Nos últimos dez anos, só foi melhor que o volume de 2022: 7,1 mil barris/dia. A projeção otimista de mercado era de que, antes do final da década, a produção capixaba onshore se aproximasse de 25 mil barris diários. Diante do cenário, muito terá de mudar para que isso de fato aconteça.

O grande nó está na crise da Seacrest, companhia norueguesa que arrematou os maiores ativos da Petrobras no Norte capixaba e que, desde o ano passado, enfrenta gravíssima crise. A companhia responde por 89,3% do óleo e por 84,6% do gás natural produzido em terra no Estado. O avanço do onshore capixaba passa pela solução da crise da Seacrest. Há interessados na companhia, mas nada ainda oficial. 

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Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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