Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 13:53
Três suspeitos de serem mandantes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foram presos, informou a Polícia Civil. Eles foram levados à sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), no centro da cidade de São Paulo, na manhã desta terça-feira (13). Os nomes dos suspeitos ainda não haviam sido confirmados pela Secretaria de Segurança Pública. A principal hipótese para o assassinato, segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo, é de que o assassinato tenha sido ordem da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital).>
Ruy Ferraz foi alvo de uma emboscada e morto com tiros de fuzil em Praia Grande, no litoral paulista, em setembro do ano passado. Ele era secretário municipal de Administração da cidade litorânea. Segundo denúncia assinada por cinco integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apresentada à Justiça em novembro, os criminosos planejavam o crime ao menos desde março de 2025. Oito já foram denunciados por participação no crime.>
Sete suspeitos que, segundo a investigação policial, participaram diretamente do ataque, foram denunciados sob acusação de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de uso restrito e tentativa de homicídio de duas vítimas -já que os disparos atingiram duas pessoas que estavam na rua, próximo ao cruzamento onde o carro de Ruy Ferraz foi interceptado. A oitava denunciada responde pelo crime de favorecimento. Ela é acusada de transportar um fuzil para um homem suspeito de participar diretamente do ataque.>
Quatro pessoas que chegaram a ser presas durante as investigações ficaram de fora da denúncia. Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar), Luiz Henrique Santos Batista (Fofão), Danilo Pereira Pena (Matemático) e José Nildo da Silva não estão no rol dos denunciados por falta de provas.>
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Jaguar, por exemplo, chegou a ser apontado como um dos atiradores pelo então secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, durante uma entrevista coletiva. Fofão seria o motorista que o transportou no mesmo dia do crime, segundo a investigação policial, a pedido de Matemático. José Nildo foi visto no dia do crime com um colete à prova de balas e uma arma longa entrando numa das casas que, segundo a investigação, teria sido usado no crime. O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa) abriu um novo inquérito para continuar as investigações.>
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