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Tráfico de órgãos

Tráfico de órgãos: PF investiga envio de mão e placentas para Cingapura

De acordo com a investigação, um professor de anatomia da Escola Superior de Ciências da Saúde da UEA, em Manaus, vendeu e enviou pelo correio a Cingapura uma mão e três placentas de origem humana a um "famoso designer indonésio que vende acessórios e peças de roupas utilizando materiais de origem humana"

Publicado em 22 de Fevereiro de 2022 às 18:05

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 fev 2022 às 18:05
Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (22) um mandado de busca e apreensão na UEA (Universidade do Estado do Amazonas), em operação de combate ao crime de tráfico internacional de órgãos humanos.
PF deflagra a Operação Sólon no RJ
Além da UEA, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do professor, que tem experiência na área de fisioterapia, com ênfase em anatomia humana Crédito: Mauricio Almeida/AM Press & Images/Folhapress
De acordo com a investigação, um professor de anatomia da Escola Superior de Ciências da Saúde da UEA, em Manaus, vendeu e enviou pelo correio a Cingapura uma mão e três placentas de origem humana a um "famoso designer indonésio que vende acessórios e peças de roupas utilizando materiais de origem humana."
Trata-se, provavelmente, de Arnold Putra, que há dois anos virou notícia mundial ao divulgar uma bolsa que tinha uma espinha humana como alça. O designer também afirma usar pele de albino e órgãos humanos plastinados.
Putra também gerou controvérsia ao supostamente trocar partes de corpos humanos por produtos falsos com povos indígenas de Papua Nova Guiné, na Oceania.
Foi a técnica de plastinação que, segundo a PF, foi utilizada pelo professor da UEA, uma instituição do governo do Amazonas. O método consiste em extrair líquidos corporais e lipídios, substituindo-os por resinas plásticas, como silicone e poliéster. O resultado são tecidos secos e duráveis.
Além da UEA, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do professor, que tem experiência na área de fisioterapia, com ênfase em anatomia humana. Por decisão da Justiça Federal, ele foi afastado por 30 dias, prorrogáveis.
Em nota à imprensa, a UEA informou que abriu uma sindicância para a apuração do caso. Até a conclusão deste texto, a reportagem não havia conseguido entrar em contato com o professor.

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