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Após julgamento

Tarcísio cancela viagem a Brasília em meio à pressão por anistia de Bolsonaro

Nesta semana, o PL, partido do ex-presidente, vai pleitear que o perdão aos condenados por tentativa de golpe seja levado ao plenário da Câmara

Publicado em 15 de Setembro de 2025 às 15:07

Agência FolhaPress

Publicado em 

15 set 2025 às 15:07
BRASÍLIA - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cancelou sua viagem a Brasília, nesta segunda-feira (15), em meio às articulações para que o Congresso aprove anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O governador de São Paulo viajaria para a capital federal no fim da tarde e voltaria apenas na manhã de terça (16). Uma visita a Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão na última quinta-feira (11), não estava prevista a princípio. A agenda de Tarcísio em Brasília, porém, não havia sido divulgada.
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo
Na primeira semana do julgamento de Bolsonaro pelo STF, Tarcísio esteve em Brasília por dois dias Crédito: PABLO JACOB/Governo de SP
Nesta semana, o PL vai pleitear que o perdão aos condenados por tentativa de golpe seja levado ao plenário da Câmara. Do outro lado, o PT pretende que o assunto na pauta desta semana seja a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5.000.
A pauta de votação será definida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça-feira (16), em reunião com líderes partidários pela manhã.
Na primeira semana do julgamento de Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Tarcísio esteve em Brasília por dois dias, dedicado a conversas com líderes e dirigentes do centrão para construir maioria pela anistia. Após a intervenção do governador, o Republicanos e parte do PSD se uniram a PL, PP e União Brasil na cobrança pública para livrar o ex-presidente da prisão.
Depois, no ato bolsonarista do 7 de Setembro, Tarcísio cobrou anistia, atacou o STF e chamou Moraes de ditador e tirano.
O avanço da anistia esbarra na resistência do governo Lula (PT), dos ministros do STF, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e também do próprio presidente da Câmara. Motta se vê pressionado e admite votar a medida, mas busca uma saída definitiva, que seja pactuada com os demais Poderes.
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