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Pedido de propina

'O ministro é pastor, e tem que provar que é honesto', diz Silas Malafaia

Segundo o pastor, Milton Ribeiro foi genérico nas explicações e tem que mostrar com documentos se era lícito, o que foi liberado e onde o dinheiro está

Publicado em 23 de Março de 2022 às 10:01

Agência FolhaPress

Publicado em 

23 mar 2022 às 10:01
Uma das lideranças mais próximas do presidente Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia, do Rio de Janeiro, afirma que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi vago na nota em que negou favorecimento a Gilmar Santos e Arilton Moura, dois pastores acusados de fazer lobby e de intermediar a distribuição de recursos do Ministério da Educação (MEC).
O pastor Silas Malafaia
"População brasileira já tem preconceito quando se fala de dinheiro e de pastor", afirma Malafaia. Crédito: Reprodução/Instagram 
Segundo Malafaia, "o ministro é pastor, e tem que provar que é honesto". Para isso, "ele não pode ser genérico nas afirmações. Ele tem que mostrar, com documentos, o que esses dois caras pediram no ministério, se era lícito, o que foi liberado e onde o dinheiro foi parar".
Malafaia afirma que a população brasileira já tem "preconceito quando se fala de dinheiro e de pastor". Por isso, a responsabilidade de Milton Ribeiro, que é pastor presbiteriano, seria redobrada. "Ele tem que agir com transparência total. Na política, não basta ser honesto, o que eu acredito que ele é. Tem que provar", repete.
Malafaia diz que a coisa fica ainda mais séria pois envolve também outros dois religiosos. "O ministro é pastor e tem pastores envolvidos na história. A transparência tem que ser a máxima possível", diz ele.
Em conversa gravada obtida pelo jornal Folha de S.Paulo, o ministro afirma que o governo federal prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que não têm cargo no governo e atuam em um esquema informal de obtenção de verbas do MEC.
Milton Ribeiro diz na gravação que isso atende a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro (PL). "Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar", diz o ministro na reunião, que ocorreu dentro da pasta.

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