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Megaoperação no Rio

Moradores usaram localização enviada por celular para encontrar corpos no RJ

Parentes de mortos na operação só conseguiram se aproximar dos corpos por volta das 23h desta terça (28), quando os tiros cessaram

Publicado em 29 de Outubro de 2025 às 13:59

Agência FolhaPress

Publicado em 

29 out 2025 às 13:59
Violência no Rio de Janeiro em combate contra o Comando Vermelho. Megaoperação no Rio
Corpos enfileirados em uma rua após megaoperação no Rio Crédito: Folhapress/Reuters
Parentes de mortos na operação policial no Rio de Janeiro só conseguiram se aproximar do campo da Vacaria para retirar os corpos por volta das 23h desta terça-feira (28), quando os tiros cessaram. A ação deixou uma centena de mortos. Os primeiros seis corpos foram retirados da mata à 1h de quarta (29). Os moradores chegaram à região por meio da localização enviada pelo WhatsApp por um homem a um familiar. Na mensagem, ele dizia que estava ferido e precisava de um médico, que não conseguia se mover. Ele não resistiu.
Com facões, macas e luvas, os corpos foram levados na caçamba de um carro até a região mais baixa da favela. De lá, seguiram em uma kombi para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. O campo da Vacaria divide os complexos da Penha e do Alemão, na zona norte. Após essa primeira remoção, os corpos encontrados foram colocados na praça São Salvador, ainda durante a madrugada. "Eu estava desde as 23h na mata, uma amiga encontrou o corpo às 5 da manhã e disse que meu marido ainda respirava. Ele morreu segurando a mão dela, dando o último suspiro", disse Camila Santos, 20. Grávida de sete meses, ela vigiava o corpo do marido, Diogo Garces, 31, na praça, aguardando a remoção dos bombeiros.
A retirada dos corpos continuou pela madrugada e, ainda durante a manhã, corpos eram levados na caçamba de um carro. Moradores de rua ajudaram a retirar os corpos. Um outro grupo passou a usar um estilete para rasgar as roupas e retirar os calçados dos cadáveres para identificação por intermédio de tatuagens e cicatrizes.
Pelo menos dois corpos estavam sem cabeça, devido à força dos disparos dos tiros de fuzil. Os ferimentos se concentravam em diferentes partes do corpo, e muitos estavam com as mãos fechadas com grama, indicando que podem ter tentado se arrastar antes de morrer. Alguns vestiam roupas camufladas. Os bombeiros chegaram para retirar os corpos às 8h54. Até as 11h, ainda havia corpos à espera da remoção.
Na porta do Hospital Estadual Getúlio Vargas, nesta terça, moradores e presidentes de associações chamaram parte da imprensa para ir até o local. A reportagem da Folha de S.Paulo seguiu em um carro com moradores. Em uma via próxima à Vila Cruzeiro, ao perceber o comboio, policiais civis lançaram bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha em direção ao comboio. No momento, o clima na cidade era de tensão, pois motoqueiros estavam bloqueando ruas com ônibus.
Ao identificarem a imprensa, os policiais orientaram os parentes dos mortos e jornalistas a não subirem até a Vacaria, alegando falta de segurança. Um dos presidentes de associação afirmou ter tentado falar com o secretário de Segurança Pública para poder resgatar feridos que queriam se render, mas não teve resposta.

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