Marco Aurélio a Bolsonaro: "Busque corrigir as desigualdades sociais"

Ministro aproveitou a solenidade de posse de Luiz Fux, que acaba de assumir o comando do tribunal, para mandar recado ao presidente Jair Bolsonaro

Publicado em 10/09/2020 às 17h51
Atualizado em 10/09/2020 às 18h00
O presidente Jair Bolsonaro, durante a cerimônia de posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux
O presidente Jair Bolsonaro, durante a cerimônia de posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou a solenidade de posse do ministro Luiz Fux, que acaba de assumir o comando do tribunal, para mandar recado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que também acompanhou a sessão presencialmente nesta quinta-feira (10).

"Vossa Excelência foi eleito com mais de 57 milhões de votos, mas é presidente de todos os brasileiros", disse Marco Aurélio, primeira autoridade a se pronunciar na cerimônia. "Busque corrigir as desigualdades sociais, que tanto nos envergonham. Cuide especialmente dos menos afortunados, seja sempre feliz na cadeira de mandatário maior do País", completou o ministro.

Entre as autoridades que prestigiam a solenidade estão os presidentes da República, Jair Bolsonaro, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de integrantes do STF.

Em sua fala, Marco Aurélio destacou que o Supremo "não mais apenas interpreta a Carta da República, mas o faz por todos os juízes e tribunais do país, sendo exigido clareza, coerência e integridade na fixação de teses, premissas e fundamentos de forma a orientar a máquina judiciária".

"O brasileiro aprendeu o caminho da cidadania e confiando no funcionamento das instituições habituou-se a bater às portas da Justiça sempre que diante de qualquer incerteza sobre direitos. Buscam-se juízes e não semideuses encastelados em torre de marfim. O judiciário não pode se fechar em torno de si mesmo, omitindo-se, furtando-se de participar dos destinos da sociedade, deve ser sensível ao cotidiano da comunidade em que vive, mas sem fazer concessão ao que não é certo, sem se preocupar em agradar", completou o ministro.

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