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Maia reage a candidato de Bolsonaro: "Bolsolira usa práticas do chefe"

Por meio da assessoria de imprensa, Maia reagiu e acusou o deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) de adotar uma narrativa falsa

Publicado em 09/01/2021 às 18h13
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reagiu a candidato de Jair Bolsonaro na Câmara. Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), intensificou neste sábado (9), a reação contra o deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), candidato à presidência da Casa. Maia afirmou que Lira, aliado do presidente Jair Bolsonaro, usa as mesmas práticas do "chefe" para dirigir ataques contra adversários.

Maia lançou o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) como candidato à sucessão. O grupo de apoio a Rossi fez uma aliança com a oposição para contrapor o candidato do Progressistas, que tem apoio do Palácio do Planalto. Lira, por sua vez, tenta atrair dissidentes dos partidos que anunciaram apoio à candidatura de Baleia Rossi para chegar com vantagem na disputa.

Mais cedo, Arthur Lira foi ao Twitter e afirmou que há pressão de governadores nas bancadas, repressão das cúpulas partidárias e até ameaças de exonerações dentro da Câmara para influenciar na disputa. "Tudo isso lá do lado da turma que fala em democracia e liberdade...", escreveu, em um recado indireto ao grupo de Maia.

Por meio da assessoria de imprensa, Maia reagiu e acusou Lira de adotar uma narrativa falsa. "Cada vez mais o candidato do Bolsonaro usa das mesmas práticas do seu chefe. Por isso que cada vez mais eu ouço ele ser chamado de 'Bolsolira'", disse o presidente da Câmara. Para Maia, o comentário de Lira "é demonstração do desespero que já bateu na campanha do candidato do Bolsonaro".

Na sexta-feira (8), Bolsonaro e Maia protagonizaram um embate. O presidente da República atacou a aliança de 11 partidos formada para tentar eleger Baleia Rossi como sucessor na Câmara. Bolsonaro sugeriu, com ironia, que Maia e o PT se assemelham. "Pelo poder, água e óleo não se misturam. Se bem que aí eu acho que não é água e óleo não, são duas coisas muito parecidas", declarou. Maia rebateu: "só compreendem o nosso gesto aqueles que defendem a democracia antes de tudo".

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